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19 de agosto de 2019, 11h56

Bolsonaro autoriza extradição do sequestrador de Washington Olivetto para o Chile

Maurício Hernandez Norambueno cumpria pena no Brasil por ter participado do sequestro do publicitário Washington Olivetto, em 2001, quando foi mantido em cativeiro por 53 dias

Washington Olivetto - Foto: Reprodução

Por decisão do presidente Jair Bolsonaro, o chileno Maurício Hernandez Norambuena deverá ser extraditado para o Chile nos próximos dias. Ele cumpria pena no Brasil por ter participado do sequestro do publicitário Washington Olivetto, em 2001, que ficou 53 dias em cativeiro. Norambuena passou 16 anos no sistema prisional federal e, no começo deste ano, foi transferido para a detenção de Avaré.

Na época em que foi julgado pela sequestro, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a sua extradição. No entanto, impôs a condição de que a pena de Norambuena deveria ser de, no máximo, 30 anos – seguindo as regras penais brasileiras.

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O Chile nunca aceitou as condições. Porém, o governo do presidente Sebastian Piñera acatou recentemente a condição e não deverá executar as penalidades que não são previstas no Brasil.

O governo chileno pede a extradição de Norambuena desde que ele foi preso pelo sequestro de Olivetto. O chileno já estava condenado em seu país de origem à dupla prisão perpétua por ser o “mentor intelectual” do assassinato do senador Jaime Guzmán, em 1991, que era estreitamente ligado ao ditador Augusto Pinochet, e por ter participado do sequestro de Cristián Edwards, herdeiro do conglomerado jornalístico El Mercúrio.

Norambuena foi preso no Chile nos anos 1990. No entanto, conseguiu sair do presídio de segurança máxima com ajuda de um helicóptero. Foi assim que o sequestrador conseguiu chegar ao Brasil, onde cometeu o crime contra o publicitário Washington Olivetto.


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