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17 de julho de 2019, 22h55

Bolsonaro bajula Evo Morales e pede para ele trocar a mão esquerda pela direita em foto oficial

Presidente brasileiro disse que estava com “saudades” do boliviano e mencionou que não se encontravam desde sua posse

Foto: Alan Santos/PR

Por incrível que pareça, Jair Bolsonaro deu atenção especial ao presidente da Bolívia, Evo Morales, durante a 54ª Cúpula do Mercosul, nesta quarta-feira (17), em Santa Fé, na Argentina.

Na reunião com chefes de Estado, o brasileiro disse que estava com “saudades” de Morales e citou que não se encontravam desde a posse em Brasília, em janeiro, de acordo com informações de Jussara Soares, de O Globo.

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Em seguida, na entrevista coletiva, Bolsonaro declarou que “até o Evo Morales” se mostrou disposto a buscar uma solução para a situação da Venezuela.

No entanto, o momento mais inusitado do encontro foi quando os líderes posaram para a foto oficial da Cúpula do Mercosul. Todos levantaram a mão direita, mas Morales optou pela esquerda.

Bolsonaro pediu para que ele trocasse a mão pela direita. Morales, contudo, manteve a posição. A cena provocou risos dos presidentes Mauricio Macri (Argentina), Mario Abdo Benítez (Paraguai), Tabaré Vázquez (Uruguai) e Sebatián Piñera (Chile).

“É muito importante buscar solução para a Venezuela e evitar, com o esforço de todos, que apareça uma nova Venezuela aqui na América do Sul. Até o Evo Morales também fez uma nota há pouco se posicionando de maneira até contundente, no meu entender”, declarou Bolsonaro.

A posição a qual o presidente brasileiro se referiu não foi informada à imprensa. No discurso, Morales não citou a Venezuela e a Bolívia não é signatária do documento divulgado pelo Mercosul, demonstrando preocupação com o regime de Nicolás Maduro.

Trump

Bolsonaro, apesar de estar em uma reunião com países do continente, não perdeu a oportunidade de falar dos Estados Unidos.

“Não queremos o Mercosul uma pátria grande, mas que cada país seja grande. Como vemos o Trump falando que quer a América grande, eu quero o Brasil grande, a Argentina grande, a Bolívia grande também, o Uruguai. É a nossa vocação”, afirmou.

Antes de se tornar presidente, Bolsonaro sempre assumiu uma postura crítica em relação ao Mercosul. Agora, defende o bloco, mas querendo um Mercosul 2.0.

O Brasil assumiu, nesta quarta, a presidência “pró-tempore” (rotativa) do bloco.


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