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23 de julho de 2019, 07h48

Bolsonaro defende Flávio dizendo que “primeiro escândalo está afastado”: Falta ouvir o Queiroz

Sobre os 48 depósitos no valore de R$ 2 mil feitos sucessivamente pelo filho em caixas eletrônicos, Bolsonaro justificou dizendo que "milhões de depósitos são feitos por semana neste sentido”

Flávio Bolsonaro, com o ex-assessor Fabrício Queiroz e com o pai, Jair (Montagem)

Superprotetor dos filhos, Jair Bolsonaro (PSL) voltou nesta segunda-feira (22) a fazer a defesa do seu “01”, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), dizendo que o “primeiro escândalo” em que ele está envolvido, sobre lavagem de dinheiro com imóveis, está afastado.

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“Está faltando apenas ouvir o Queiroz”, disse Bolsonaro, sobre outro inquérito que investiga o filho por um suposto esquema de “rachadinha” que envolve milicianos que atuaram em seu gabinete, sob o comando do ex-assessor, Fabrício Queiroz, que está desaparecido.

Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. A suspeita é de que havia um esquema de repasse de parte do salário de funcionários do gabinete, prática conhecida como “rachadinha”.

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) também mostraram que Flávio recebeu em sua conta 48 depósitos, num intervalo de cinco dias, sempre no mesmo valor: R$ 2 mil.

“Esse depósito, feito por envelope, o limite é de R$ 2 mil. Não sei quantos, talvez milhões de depósitos são feitos por semana neste sentido”, disse Bolsonaro ao justificar os repasses.

As informações são do Blog do Fausto Macedo, no Estadão


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