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10 de julho de 2019, 07h23

Bolsonaro deve abrir crédito suplementar em Saúde e Educação para pagar votos pela reforma da Previdência

Além dos mais de R$ 2,5 bi já liberados, Bolsonaro teria prometido outros R$ 5,6 bi, abrindo rombo nos ministérios do Desenvolvimento Regional, Educação e Saúde. Ministro da Saúde confessou que liberação de dinheiro é para compra de votos para aprovação da reforma da previdência

Bolsonaro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (Foto: Divulgação/Governo de transição)

O “toma lá, dá cá” intensificado por Jair Bolsonaro nos últimos dias para aprovação da proposta da reforma da Previdência que deve ser votada nesta quarta-feira (10) na Câmara deve abrir um rombo nos ministérios do Desenvolvimento Regional, Educação e Saúde.

Porém, o presidente já teria se comprometido a abrir um crédito suplementar para atender as demandas de deputados por recursos nas pastas, que estavam travados por falta de dinheiro, segundo informações de Daniela Lima, da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

Além dos mais de R$ 2,5 bilhões liberados nos primeiros cinco dias de julho, o governo Bolsonaro já teria prometido mais R$ 5,6 bilhões em emendas orçamentárias e ofereceu um lote extra aos congressistas.

Os parlamentares, no entanto, querem mais e as negociações para a venda dos votos pela reforma entraram pela madrugada desta quarta-feira (10), com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM/RS) – que se licenciou do cargo para voltar à Câmara durante a votação da reforma – e a deputada Joice Hasselmann (PSL/SP) atuando como interlocutores de Bolsonaro.

Confissão
Presente no plenário da Câmara nesta terça-feira (9), durante o início da discussão da nova Previdência, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confessou ao repórter Ranier Bragon afirmou ao site Jota que a liberação de emendas orçamentárias de sua pasta para os parlamentares foi um esforço para a aprovação da reforma da Previdência.


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