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19 de julho de 2019, 14h31

Bolsonaro diz que vai acabar com a Ancine se não puder impor mecanismos de censura

"Se não puder ter filtro, nós extinguiremos a Ancine", afirmou, usando um neologismo bolsonarista para a palavra censura

Foto: Marcos Corrêa/PR

Jair Bolsonaro declarou nesta sexta-feira (19) que se não for possível impor mecanismos de censura vai extinguir a Agência Nacional do Cinema (Ancine). “Vai ter um filtro sim. Já que é um órgão federal, se não puder ter filtro, nós extinguiremos a Ancine. Privatizaremos, passarei ou extinguiremos”, afirmou, usando um neologismo bolsonarista para a palavra censura.

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Questionado sobre qual “filtro” desejaria impor à Ancine, Bolsonaro respondeu: “Culturais, pô”.

Vinculada ao Ministério da Cidadania, a Ancine é uma agência reguladora que tem como atribuições o fomento, a regulação e a fiscalização do mercado do cinema e do audiovisual no Brasil.

Bruna Surfistinha
A agência virou o novo alvo preferencial da política de extermínio cultural do presidente nesta semana, após ele fazer críticas ao que considera projetos “absurdos” aprovados pelo órgão.

Bolsonaro disse que “não admite ver filmes como Bruna Surfistinha sendo apoiado com dinheiro público”.

A declaração foi rebatida por Antonia Pellegrino, roteirista do filme: “Cegueira e ignorância levam à censura“.

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Nesta sexta, Bolsonaro voltou a criticar o uso do dinheiro público para fazer “filmes pornográficos” e defendeu que o cinema brasileiro passe a falar dos “heróis brasileiros”.

“Temos tantos heróis no Brasil, e a gente não fala dos heróis do Brasil, não toca no assunto. Temos que perpetuar, fazer valer, dar valor a essas pessoas no passado deram sua vida, se empenharam para que o Brasil fosse independente lá atrás, fosse democrático e sonha-se com um futuro que pertence a todos nós”, complementou.


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