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04 de setembro de 2019, 09h57

Bolsonaro elege novo alvo na cruzada internacional: Michelle Bachelet, ex-presidenta do Chile

Depois de críticas da ex-presidenta do Chile contra a "redução da democracia" no Brasil, Bolsonaro diz que Bachelet "segue a linha do Macron em se intrometer nos assuntos internos"

Foto: Reprodução

Depois das críticas contra o presidente da França, Emannuel Macron, Jair Bolsonaro (PSL) agora se volta contra a ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet, Comissária dos Direitos Humanos da ONU.

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O presidente publicou em seu Twitter, nesta quarta-feira (4), que Bachelet “segue a linha do Macron” por ter criticado seu governo durante entrevista coletiva em Genbra. Na ocasião, Bachelet disse que o Brasil sofre com “redução do espaço democrático”, especialmente com ataques contra defensores da natureza e dos direitos humanos.

“Michelle Bachelet, Comissária dos Direitos Humanos da ONU, seguindo a linha do Macron em se intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira, investe contra o Brasil na agenda de direitos humanos (de bandidos), atacando nossos valorosos policiais civis e militares”, escreveu o presidente no Twitter nesta quarta-feira (4), que publicou também uma foto de Bachelet, quando presidenta, ao lado das ex-presidentas Dilma Rousseff e Cristina Kirchner.

O presidente ainda prosseguiu nas críticas, voltando-se ao pai de Bachelet. “Diz ainda que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à epoca”, escreveu.

Alberto Bachelet, pai de Michelle, era general da Força Aérea e se opôs ao golpe dado por Augusto Pinochet em 1973. Ele foi preso, torturado e morto pelo regime, aos 50 anos.

Ataques de Bolsonaro foram feitos às vésperas de sua primeira viagem ao encontro da Assembleia Geral da organização, em Nova Iorque, e diante da campanha do Brasil por votos para obter mais um mandato no Conselho de Direitos Humanos da ONU.


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