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18 de junho de 2020, 15h01

Bolsonaro escala médico olavista, adepto de teoria da conspiração sobre a China, para o Ministério da Saúde

Hélio Angotti Neto assumirá a Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, que é responsável, entre outras coisas, por coordenar iniciativas para a fabricação de medicamentos e outros insumos, como a cloroquina

Hélio Angotti Neto (foto: reprodução Instagram)

Além da Educação, o olavismo também ganha espaço no governo de Jair Bolsonaro dentro do Ministério da Saúde. Nesta quinta-feira (18), mais um discípulo do guru presidencial ganhou um cargo nesse setor: se trata do médico Hélio Angotti Neto, que foi nomeado para a SCTIE (Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos).

Na SCTIE, Angotti ficará responsável por coordenar as parcerias do governo com a iniciativa privada. Seu departamento terá o poder de promover as políticas relacionadas à fabricação de medicamentos e outros insumos, e também decidir quais desses medicamentos e insumos podem ser distribuídos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Assim, será ele quem colocará em prática as políticas relacionadas ao uso da cloroquina, ou a sua distribuição pelo SUS, por exemplo.

Angotti também é um blogueiro e militante olavista-bolsonarista, e autor de livros que promovem uma espécie de “bioética conservadora”, defendendo causas como a proibição do aborto e do uso de células tronco, além da negação do racismo, por exemplo. Também se destaca, em sua atuação nas redes sociais, por reproduzir o discurso de ódio dos seus inspiradores contra movimentos sociais e de esquerda.

Em um dos textos em seu blog, o médico olavista acusa a China de difundir o coronavírus para dominar o mundo através do monopólio na produção de máscaras de proteção.

“Essa interdependência e essa fluidez de fronteiras (como resultado do `globalismo´, que o autor descreve como ruim, e diferente da globalização, que ele considera boa), geraram situações interessantes no contexto da pandemia. Uma delas é, por exemplo, a concentração da produção global de máscaras cirúrgicas na China, justamente onde se iniciou a pandemia”, escreve o novo secretário.


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