Fórumcast, o podcast da Fórum
12 de agosto de 2019, 13h39

Bolsonaro faz terrorismo sobre Argentina: RS pode virar Roraima

“A turma da Cristina Kirchner, que é a mesma de Dilma Rousseff, que é a mesma de Hugo Chávez, de Fidel Castro, deu sinal de vida aqui”, disse o presidente

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Jair Bolsonaro (PSL) reclamou, nesta segunda-feira (12), da vitória da chapa de Alberto Fernández e Cristina Kirchner nas primárias da Argentina. O resultado sinalizou para a possível derrota de Mauricio Macri, aliado do brasileiro.

Em visita a Pelotas (RS), durante evento para inaugurar 47 km de duplicação da BR-116, Bolsonaro declarou, em tom de ameaça.

“Não esqueçam que, mais ao Sul, na Argentina, o que aconteceu nas eleições de ontem. A turma da Cristina Kirchner, que é a mesma de Dilma Rousseff, que é a mesma de Hugo Chávez, de Fidel Castro, deu sinal de vida aqui. Povo gaúcho, se essa esquerdalha voltar aqui na Argentina, nós poderemos ter no Rio Grande do Sul um novo estado de Roraima”, afirmou.

“Vocês (gaúchos) podem correr o risco de, ao ter uma catástrofe econômica lá, como teve na Venezuela, ter uma invasão da Argentina aqui. Não queremos isso para nossos irmãos”, disse.

Roraima recebeu muitos venezuelanos, em função da crise econômica. São 32 mil refugiados vivendo em Boa Vista, a capital. ​

“Meio contundente”

O vice-presidente Hamilton Mourão, por sua vez, avaliou que Maurício Macri sofreu uma derrota “meio contundente” e que o governo brasileiro deve dialogar com Alberto Fernández, caso ele vença a eleição de outubro.

Em conversa com a Folha de S.Paulo, o general disse que a economia argentina “não está bem” e que a população optou pela mudança nas primárias presidenciais. “A economia do país não está bem. As pessoas querem mudança, né. E aí houve a mudança. Eu acho que a derrota do Macri foi meio contundente”, disse.


Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum