Bolsonaro foge do escândalo da Covaxin: “É ridículo”

Durante live semanal, o presidente não quis entrar em detalhes sobre o caso e disse que o TCU não encontrou indícios de irregularidades na negociação pelo imunizante

Jair Bolsonaro fugiu de comentar sobre o novo escândalo de corrupção em seu governo, envolvendo a compra da vacina indiana contra a Covid-19, Covaxin. “Não vou entrar em detalhes sobre isso. É ridículo”, disse ele, durante live semanal, nesta quinta-feira (24).

Ao lado do ministro das Comunicações, Fábio Faria, o presidente disse que uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) detectou que não “há indícios de que compramos a vacina 1.000% mais cara”.

Porém, Bolsonaro afirmou que pediu para a Polícia Federal investigar o caso. “Pode ter roubalheira, a gente não sabe de tudo que acontece. Se tiver, vamos tomar providências”.

O presidente voltou a atacar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e destacou que a multa pela obrigatoriedade do uso de máscara de proteção contra a Covid, determinada pelo estado, é apenas para “arrumar dinheiro”.

Ele disse, ainda, que já está sendo provada a pouca eficácia da CoronaVac, sem informar a fonte científica dessa “informação”.

Ataques à imprensa

Como de costume, Bolsonaro também atacou a imprensa e disse que ninguém noticia as realizações do seu governo. “Não tem nenhuma matéria favorável. Só coisa ruim”.

Para exemplificar, o ministro das Comunicações, em tom bajulador, disse que era fake news a informação de que trabalhadores da cidade de Jucurutu (RN), durante visita do presidente, fizeram “L” de Lula, em foto com Bolsonaro.

Em uma explicação, no mínimo, estranha, Fábio Faria disse que os trabalhadores levantaram as mãos para o céu para agradecer a Deus pela visita do presidente.

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Lucas Vasques

Jornalista e redator da Revista Fórum.

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