quinta-feira, 24 set 2020
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Bolsonaro: “Guedes é o meu patrão e não eu o patrão dele”

Jair Bolsonaro resolveu inverter os papéis, neste sábado (21). Ele disse que Paulo Guedes, ministro da Economia, é quem manda nele, e não o contrário. Pelo menos, na área econômica, de acordo com reportagem da Folha de S. Paulo.

“Eu que tenho que me alinhar a ele, não ele a mim. Ele que é meu patrão nesta questão, não eu o patrão dele”, declarou o presidente, em mais de duas horas de conversa com jornalistas no Palácio da Alvorada, em Brasília.

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“O que mais nós queremos é facilitar a vida de quem quer empreender. Tem que lançar o plano ‘Minha Primeira Empresa’ para tirar isso do discurso da oposição. Você quer criar uma empresa, vai criar. O salário está baixo, você paga R$ 5 mil, R$ 10 mil, R$ 30 mil para quem for trabalhar na tua empresa, esta que é a ideia”, disse.

Em relação à reforma tributária, mostrou desconhecimento e voltou a enaltecer Guedes. “Eu vou na linha do Posto Ipiranga. Ele falou que vai apresentar sugestões em forma de emendas. É um interesse da sociedade a reforma tributária como era a Previdência. Não vejo tanta dificuldade. O que tenho falado com o Paulo Guedes é usar mais a palavra simplificação. Se no passado todas as outras tentativas não deram certo, se tivesse simplificado um pouquinho, hoje, talvez, não precisasse de uma reforma tributária”.

Apesar da aparente sintonia entre Bolsonaro e seu ministro, o presidente descartou, novamente, a criação de um novo imposto, a CPMF digital.

O presidente afirmou que não haverá criação de um novo tributo. “Em torno de 36% da nossa carga tributária… Não tem como baixar isso aí. Não vamos aumentar também, não vamos aumentar. A (reforma da) Previdência vai dar um alívio nesta área. Agora, o negócio é complicado, complicadíssimo. Para mim, desculpa aqui, prefiro deixar isso na mão do Paulo Guedes para ele achar o que é melhor, decidir o que é melhor. Criar um novo imposto não existe. Você pode até inventar um novo nome para acabar com outros, substituição”, destacou.

Ele evitou se aprofundar na questão. “Não quero falar algo que possa constranger o Paulo Guedes amanhã por desconhecimento da minha parte. Não tenho como saber de tudo o que acontece no governo”.

“Gordofóbico”

Questionado a respeito do destaque de Rodrigo Maia na aprovação da reforma da Previdência no Congresso, o presidente ironizou a aparência dos presidentes da Câmara e do Senado.

“Toda honra e toda glória a Rodrigo Maia. Não faço questão de ser pai da criança. Um beijo para o Rodrigo Maia, para o Davi Alcolumbre. Viram como eu não sou gordofóbico?”, disse.

Redação
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