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23 de fevereiro de 2020, 07h45

Bolsonaro implode Inmetro e libera farra do combustível adulterado

Para o jornalista Luis Nassif, o ataque ao órgão tem o intuito de reduzir os mecanismos de controle da qualidade do combustível. "A falsificação de combustíveis é mais forte de todas as atividades criminosas"

Bolsonaro durante encontro com sertanejos no Planalto (Fotos: Marcos Corrêa/PR)

Em conversa com uma jornalista neste sábado (22) no Guarujá, litoral de São Paulo, onde passa o Carnaval, Jair Bolsonaro afirmou que “implodiu o Inmetro” e cortou a cabeça de todos os diretores do órgão normativo do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro)

“Implodi o Inmetro. Implodi. Mandei todo mundo embora. Por quê? Há poucos meses assinaram portaria para trocar tacógrafos. Em vez de ser o normal que está aí, inventaram um digital. Ele é aferido de dois em dois anos. Passaram para um. Mandei acabar com isso aí”, declarou.

O tacógrafo é um instrumento que indica e registra dados sobre a condução dos veículos, como distância percorrida, velocidade desenvolvida e tempos de parada e direção.

“Não estou acusando ninguém de fazer nada errado. Mas ficamos com… Foram demitidos mais pelo excesso de zelo. Aí complicou para eu engolir essa iniciativa deles”, declarou.

Bolsonaro ainda criticou um plano do órgão para determinar a instalação de chips em todas as bombas de combustíveis no país para coibir fraudes.

Para o jornalista Luis Nassif, o ataque ao órgão tem o intuito de reduzir os mecanismos de controle da qualidade do combustível. “A falsificação de combustíveis é mais forte de todas as atividades criminosas”, diz Nassif.

“Vá para a home de O Globo. No mesmo espaço em que Bolsonaro fala sobre o Inmetro, há o banner principal, do patrocinador oficial do carnaval carioca, a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, envolvida até o pescoço com Eduardo Cunha. Trata-se de uma refinaria sem nenhuma indicação que continue refinando petróleo. Há anos é suspeita de ser o polo central de venda de sonegação de combustíveis, e atuando impávida, graças a uma blindagem ampla e irrestrita inclusive do Judiciário”, escreveu o jornalista.

Leia o texto de Luis Nassif no GGN


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