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01 de julho de 2020, 07h03

Bolsonaro infla salários de militares em até 73% ao custo de R$ 26 bi em 5 anos, diz jornal

Penduricalho concedido durante a reforma da previdência dos militares começa a ser pago neste mês. Maiores salários das Forças Armadas são dos ministros Luiz Eduardo Ramos e Bento Albuquerque, que receberam mais de R$ 50 mil em março

Jair Bolsonaro, Hamilton Mourão e integrantes das Forças Armadas (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O chamado “adicional de habilitação”, penduricalho concedido por Jair Bolsonaro que vai inflar em até 73% dos salários dos militares das Forças Armadas, vai custar R$ 26 bi nos próximos cinco anos aos cofres públicos, colocando um ponto final no discurso de austeridade do governo e de Paulo Guedes.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S.Paulo desta quarta-feira (1º), somente neste ano, em plena crise aprofundada pela pandemia do coronavírus, o penduricalho que começa a ser pago aos militares neste mês de julho custará R$ 1,3 bilhão, citando nota técnica do Ministério da Economia e dados do Ministério da Defesa, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

De acordo com o jornal, o reajuste, que foi aprovado com a Reforma da Previdência dos militares no fim do ano passado, vai crescer ano a ano e em 2024 custará R$ 8,14 milhões.

Os maiores salários brutos entre os 381 mil militares em geral são do general Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo, e do almirante Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia. Em março, último pagamento publicado pelo governo, eles receberam, respectivamente, R$ 51.026,06 e R$ 50.756,51, conforme o Portal da Transparência.

Os valores estão bem acima do teto constitucional, pelo qual ninguém pode ganhar mais do que um ministro do Supremo, que recebe R$ 39,2 mil.


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