sábado, 19 set 2020
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Bolsonaro nega erro em uso de helicóptero da FAB para transportar parentes: “Mandar ir de carro?”

No Rio de Janeiro, onde participa de evento de novos paraquedistas do Exército na manhã deste sábado (27), Jair Bolsonaro (PSL) negou que tenha errado ao disponibilizar um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) para levar parentes seus ao casamento do filho, Eduardo Bolsonaro, no mês de maio.

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“Eu vou responder. Eu fui a casamento do meu filho. A minha família ia comigo. Eu vou negar o helicóptero a ir para lá e mandar ir de carro? Não gastei nada do que já ia gastar”, disse Bolsonaro, que na noite desta sexta-feira (26) abandonou entrevista coletiva irritado com a pergunta.

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Para Bolsonaro, não há nada de errado no uso particular da aeronave que presta serviços à Presidência da República.

“Toda vez que eu viajo com o helicóptero, vão dois helicópteros comigo. Por que vocês não veem meu gasto mensal com o cartão corporativo?”, questionou Bolsonaro.

“A minha preocupação é com o Brasil. Se eu errar, assumo meu erro e arco com as consequências. Até o momento, pelo que eu vejo, nada de errado aconteceu”, afirmou.

Helicóptero da FAB
Um vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira (24) mostra um grupo de parentes usando um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) para ir ao casamento de Eduardo Bolsonaro com a psicóloga Heloisa Wolf.

O vídeo, postado pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT), foi feito pelo sobrinho de Jair Bolsonaro, Osvaldo Campos. Descontraído, ele mostra uma tia, uma criança e outras pessoas e ainda diz: “Saiu a caravana do Vale do Ribeira, direto para o Rio e Janeiro”.

Eduardo Bolsonaro casou no dia 25 de maio, em uma casa de festas em Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro, com cerimônia para cerca de 150 convidados (assista ao vídeo).

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) confirmou que o voo foi autorizado pelo Planalto, e alegou razões de segurança, já que o trajeto do Aeroporto de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, para a Zona Sul, passaria por “comunidades perigosas”.

Redação
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