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12 de setembro de 2019, 19h40

Bolsonaro pega mais 4 dias de atestado e presença na ONU já gera dúvidas

Previsão era que o presidente reassumisse suas funções nesta sexta-feira (13), mas médicos determinaram que ele fique afastado por, pelo menos, mais 4 dias; Hamilton Mourão segue como presidente em exercício

Reprodução/Facebook Jair Bolsonaro

O corpo médico que cuida do presidente Jair Bolsonaro determinou, nesta quinta-feira (12), que ele permaneça pelo menos mais 4 dias internado e afastado de suas funções, contando a partir de sexta-feira (13). Ou seja, Bolsonaro só deve ter alta, se não houver nenhum imprevisto, na próxima terça-feira (17).

Abatido, o capitão da reserva voltou nesta quinta-feira (12), mais cedo, a usar uma sonda nasogástrica para se alimentar.

Bolsonaro está internado no centro médico desde domingo (8). Ele passou por uma cirurgia para correção de uma hérnia.

Na segunda-feira (9), a dieta do presidente passou a ser líquida. Segundo a equipe médica, a previsão inicial era que ele passasse a consumir alimentos pastosos entre terça e quarta, mas um exame de raio-x mostrou que Bolsonaro estava com muito ar no estômago e no intestino. Por isso, decidiu-se pela suspensão.

O adiamento da volta do presidente para o exercício de suas funções coloca em dúvidas sua presença na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), marcada para o dia 24 de setembro em Nova Iorque. Tradicionalmente, o presidente brasileiro faz o discurso de abertura.

Antes da última cirurgia, Bolsonaro chegou a afirmar que o procedimento não seria um empecilho para participar da Assembleia, e que iria ao evento até de cadeira de rodas. Isso, no entanto, foi antes dos imprevistos desta semana.


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