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11 de novembro de 2019, 15h09

Bolsonaro quer fundar novo partido após passar por 8 legendas

Presidente acumula conflitos em todos os partidos que passou, optando por trocar de legendas nos momentos em que é contrariado e sem construir efetivamente um plano de atuação junto às siglas

Jair Bolsonaro durante desfile do 7 de Setembro - Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro decidiu deixar o PSL e, para não ficar sem legenda, vai criar um novo partido. O anúncio oficial será feito na terça-feira (12) em reunião com deputados do PSL, assim como a divulgação do nome da nova sigla. A informação foi confirmada pelo Congresso em Foco com aliados do presidente.

Após inúmeros embates com presidente nacional do partido, Luciano Bivar, Bolsonaro já havia mencionado a ideia de sair do PSL e de migrar para outro partido ou criar o seu próprio, como seria o Partido da Defesa Nacional (PDN).

Como alternativas, o entorno do presidente avaliava o Patriota e o Republicanos (ex-PRB), mas prevaleceu a ideia de criar uma nova sigla. Ainda, no começo deste mês, ele voltou a reforçar a ideia e disse que as chances de sair da atual legenda eram de 80%.

Na reunião desta terça, foi convidada toda a bancada do PSL na Câmara dos Deputados com exceção de alguns nomes da ala bivarista, como o próprio Bivar (PE), Joice Hasselmann (SP), Júnior Bozzella (SP) e Delgado Waldir (GO).

Bolsonaro já passou por oito partidos desde que iniciou sua vida política, em 1991. PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PP, PSC e PSL foram as legendas que Bolsonaro atuou, evidenciando que os embates em sua última filiação não são inéditos em sua carreira. Tudo indica que o presidente opta por trocar de legenda nos momentos em que é contrariado, sem construir efetivamente um plano de atuação junto aos partidos.

A própria construção de seu projeto presidencial a partir de 2016 foi marcada por uma série de problemas. Foi nesse ano que Bolsonaro decidiu abandonar o PP, legenda na qual passou a maior parte de sua carreira. Na época, o partido era o número um de investigados pela Lava Jato. De uma lista de 47 políticos alvos de inquéritos abertos com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015, 32 eram do PP.

Outro exemplo foi sua trajetória no PSC, onde o presidente também enfrentou diversos conflitos, principalmente durante as eleições municipais. Nessa época, o filho mais velho de Bolsonaro, Flávio, decidiu se candidatar a prefeito do Rio pela legenda. O pai foi contra, por temer que tal fato pudesse atrapalhar o seu projeto presidencial.

Descontente no PSC, Bolsonaro negociou em 2017 e chegou a assinar uma filiação pré-datada com o PEN – futuro Patriotas. Adilson Barroso, fundador da legenda, não topou e as negociações morreram, fazendo com que Bolsonaro corresse para os braços do PSL.


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