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06 de agosto de 2019, 06h31

Bolsonaro retoma “toma lá, dá cá” para tentar aprovar reforma da Previdência no Congresso

Nesta terça-feira, a pauta retorna à Câmara, para início das votações em segundo turno na abertura oficial dos trabalhos do Legislativo no semestre. Ministérios aceleram liberação de verbas parlamentares

Bolsonaro entrega proposta para reforma da previdência a Rodrigo Maia, observados por Davi Alcolumbre (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Passado o recesso parlamentar, Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, já coloca a tropa de choque do governo para iniciar a barganha com parlamentares para garantir a aprovação da reforma da Previdência no Congresso Nacional. Nesta terça-feira, a pauta retorna à Câmara, no segundo dia de trabalhos do Legislativo no semestre.

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Os trabalhos, no entanto, já começaram no fim de semana, quando os ministérios aceleraram a entrega de emendas parlamentares. Segundo a coluna Painel, da jornalista Daniela Lima, na edição desta terça-feira (6) da Folha de S.Paulo, funcionários do Ministério da Saúde passaram sábado e domingo em contato com representantes do PL para liberar os valores.

Na noite desta segunda-feira (5), lideranças do centrão se reuniram com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para definir a votação em segundo turno.

O líder do Solidariedade, Augusto Coutinho, afirmou que a intenção é iniciar a discussão em segundo turno e votar até dois destaques já na sessão desta terça. “E encerrar isso [a votação] de quarta para quinta”, declarou.

Porém a pressa dos governistas esbarram nas declarações de Bolsonaro. Segundo Coutinho, há “movimentações” de mudança de votos entre deputados baianos em razão de recentes atritos do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), com o governador da Bahia, Rui Costa (PT).

Senado
Enquanto Bolsonaro dá como certa a aprovação da Previdência na Câmara, no Senado, onde o trâmite prossegue, as barganhas andam a todo vapor.

Bolsonaro cedeu ao presidente da Casa, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que vai indicar dois dos quatro nomes para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nos próximos dias.

O gesto acontece antes de Alcolumbre assumir a reforma da Previdência e também como afago para a sabatina do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), indicado pelo pai para ocupar o posto de embaixador do Brasil nos EUA.


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