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15 de maio de 2020, 07h02

Bolsonaro se antecipa à demissão de Teich e convida general para Ministério da Saúde

Presidente já conta com a demissão do ministro da Saúde, que se colocou na linha de tiro com discurso cauteloso no uso da cloroquina, e convidou o número 2 da pasta, general Eduardo Pazuello, que teria aceitado assumir o cargo

Nelson Teich e general Eduardo Pazuello (Foto: Júlio Nascimento/ PR)

Contando com a demissão de Nelson Teich a qualquer momento pela discordância em relação ao uso da cloroquina para tratamento da Covid-19, Jair Bolsonaro já teria convidado o general Eduardo Pazuello para assumir o Ministério da Saúde.

Pazuello, que foi colocado como número 2 da pasta para tutelar o ministro, já teria dito que aceita assumir o cargo, segundo informações da coluna Radar, da revista Veja.

Teich se colocou na linha de tiro após se colocar com cautela sobre o uso de cloroquina para tratamento do coronavírus. Contrariado, Bolsonaro desautorizou publicamente o ministro e marcou uma reunião fora da agenda nesta quinta-feira (14) para falar sobre o assunto.

O ministro teria desabafado com amigos que está difícil conciliar os desejos de Bolsonaro — de uso da cloroquina e flexibilização do isolamento — com a realidade.

No próximo domingo (17), Teich completa um mês no cargo, após substituir um desgastado Luiz Henrique Mandetta, que passou por um processo de fritura justamente por confrontar Bolsonaro.

“Economista da saúde”
Alçado ao Ministério da Saúde em meio ao embate entre Mandetta e Bolsonaro, Nelson Teich abandonou a alcunha de médico e a prática da oncologia há mais de três décadas, quando fundou as Clínicas Oncológicas Integradas (COI) e passou a querer ser identificado como um “economista da saúde”.

Sob tutela dos militares, em especial do pretenso sucessor general Pazuello, Teich protagonizou confusões – inclusive em vestir a máscara de proteção – e colecionou humilhações públicas feitas por Bolsonaro em menos de 30 dias no cargo.

Confuso, Teich cometeu gafe ao rebater uma declaração do ex-presidente Lula, dizendo que inciou a carreira há 39 anos no SUS, sendo que sistema foi criado apenas em 1988 e já ganhou o rótulo de comunista pela milícia virtual bolsonarista por não se “alinhar” ao diagnóstico de cloroquina do presidente.


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