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20 de março de 2020, 08h55

Bolsonaro se irrita com perguntas sobre crise diplomática com a China

Com poucos apoiadores, Bolsonaro falou com jornalistas na saída do Palácio da Alvorada, minimizou a crise provocada pelo filho, Eduardo, e disse que "talvez tenha sido contaminado" com coronavírus lá atrás "e estou com anticorpos"

Bolsonaro em conversa com jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada (Reprodução)

Em meio à pandemia do coronavírus, Jair Bolsonaro voltou à rotina de parar na saída do Palácio da Alvorada na manhã desta sexta-feira (20).

Com poucos apoiadores, o presidente falou com jornalistas e se irritou ao ser indagado sobre o tuíte do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que causou uma crise diplomática ao acusar o Partido Comunista Chinês de ser o responsável pela disseminação da Covid-19.

Ao ser indagado, Bolsonaro respondeu que tem “ouvido de vocês há mais de 2 meses examente que o vírus tenha nascido na China”. “Eu cometi algum crime, me responda ai? Eu fiz alguma acusação? Me responda. Porque você não pede desculpas?”, retrucou o presidente ao repórter que fez a pergunta.

“O governo brasileiro está muito bem com a China”, resumiu Bolsonaro, pedindo outra pergunta. Diante da insistência dos jornalistas, ele pediu para conversarem com “o deputado” e ressaltou que “se houver algum problema eu vou ligar para o presidente [da China] Xi Jiping”.

Sobre os novos casos detectados no Palácio do Planalto, de pessoas que participaram da comitiva que o acompanhou aos Estados Unidos, Bolsonaro não descartou fazer novos exames, mas disse estar bem. “Eu estou bem. Fiz dois testes. Estou bem”.

Ao final da conversa, Bolsonaro afirmou que “talvez eu tenha sido contaminado lá atrás e estou com anticorpos”.

Ao responder, ele aproveitou para alfinetar a China. “Nós não sonegamos informações, né?”.

Saques
Bolsonaro ainda criticou algumas medidas tomadas por governos estaduais em relação à economia, como o fechamento de shoppings centers e zonas de comércio, criticando diretamento as medidas tomadas pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), a quem considera inimigo.

“Eu li o decreto. Parece que o Rio de Janeiro é outro país”, disse, ressaltando que “daqui a pouco vamos ter problemas de saques”.

“Acredito em Deus que vem uma vacina, um remédio que vai curar isso daí”, afirmou o presidente.

Publicado por Jair Messias Bolsonaro em Sexta-feira, 20 de março de 2020

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