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29 de outubro de 2019, 06h35

Bolsonaro se reúne com príncipe saudita que mandou matar jornalista em consulado

Encontro com príncipe também coloca em xeque discurso de Bolsonaro de que não se alinharia a ditaduras

Reprodução/Twitter
Em viagem ao Oriente Médio, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se reúne nesta terça-feira (29) com o príncipe da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, que coleciona diversas polêmicas e crises diplomáticas. Além do recente embate econômico com o Irã, Salman é apontado pela agência de inteligência norte-americana (CIA) e pela ONU como mandante do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, do Washington Post, dentro do consulado saudita na Turquia no ano passado.
O encontro com Salman também coloca em xeque o discurso de Bolsonaro de que não se alinharia com ditaduras. O reino saudita é caracterizado como uma ditadura fundamentalista adepta do wahhabismo, vertente ultraconservadora do Islã.
As conversas entre Bolsonaro e Salman devem abordar o retorno das importações da fábrica da BRF nos Emirados Árabes. A Arábia Saudita é um dos principais importadores de frangos brasileiros e, em janeiro, reduziu o número de frigoríficos habilitados a vender para o país o frango halal, criado e abatido obedecendo aos princípios religiosos do Islã.
No final de semana, o presidente brasileiro se hospedou junto com sua comitiva no hotel que venceu como o mais luxuoso do Oriente Médio pelo World Travel Awards, além de já ter sido escolhido duas vezes como o mais luxuoso resort do mundo. Lá, um cappuccino custa R$ 82 reais e as diárias mais baratas começam em R$ 2.665.
O Emirates Palace fica em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes, onde Bolsonaro chegou no sábado (26) e se reuniu com empresários e autoridades.
Assassinato
Jamal Khashoggi trabalhava para o jornal Washington Post e era crítico do regime saudita. O corpo nunca foi encontrado, e há suspeita de que tenha sido desmembrado e dissolvido com ácido.
No último desdobramento das investigações, Salman reconheceu sua responsabilidade pela morte pois o crime aconteceu sob seu governo, mas não admitiu que tenha qualquer ligação ou conhecimento prévio do assassinato, apesar da CIA julgar o contrário.
Com informações do UOL.

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