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15 de novembro de 2019, 07h15

Bolsonaro sobre fim do DPVAT: “Quem quiser fazer seguro pode procurar seguradora”

A decisão impacta diretamente o SUS, que recebia cerca de R$ 3 bi por ano dos recursos arrecadados pelo seguro. Bolsonaro, no entanto, usou a medida para atingir os negócios de Luciano Bivar, presidente do PSL, que é controlador da seguradora Excelsior, uma das credenciadas pelo governo para cobertura do seguro DPVAT

Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Em live na noite desta quinta-feira (14) pelo Facebook, Jair Bolsonaro ignorou o impacto do fim do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres, o DPVAT, que vai tirar cerca de R$ 3 bilhões por ano do SUS, e mandou os contribuintes procurarem uma seguradora, caso queiram ser indenizados por acidentes de trânsito.

“Quem quiser fazer um seguro pode procurar a seguradora; tudo o que é obrigatório não é bom”, afirmou.

A decisão impacta diretamente o Sistema Único de Saúde (SUS), que recebia 45% dos recursos arrecadados pelo seguro. Entre 2008 e 2018, foram repassados R$ 33,4 bilhões ao SUS, o que equivale a uma média de R$ 3 bilhões por ano à saúde.

O restante dos recursos é dividido em 50% para o pagamento de indenizações e 5% para o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que recebeu R$ 3,7 bilhões nos últimos 11 anos. A verba também era emprega em programas públicos para educação e prevenção na área.

Bolsonaro, no entanto, usou a suspensão da cobrança como arma política. Ao extinguir o DPVAT, o capitão atingirá os negócios do ex-aliado e atual desafeto Luciano Bivar, presidente do PSL.

Bivar é o controlador e presidente do conselho de administração da seguradora Excelsior, uma das credenciadas pelo governo para cobertura do seguro DPVAT.

Desfiliação do PSL
Bolsonaro comentou ainda que sua saída do PSL foi “amigável” e comparou à sua vida familiar. “Cada um segue o seu destino, como uma separação. Infelizmente, acontece na vida da gente; já me separei uma vez, estou no segundo casamento”, disse.

Bolsonaro reclamou também da imprensa. “A imprensa está dizendo que vai ser o nono partido do Bolsonaro. Olha a má-fé! Que fosse o trigésimo partido”, declarou. Mas, afirmou, não se pode considerar fusão de partido como mudança de legenda. Ele disse que, por esse critério, passou por cinco siglas.

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