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02 de julho de 2019, 16h43

Bolsonaro tenta contornar novo conflito iniciado por Carlos com apoio telefônico ao general Heleno

Depois de uma nova crise interna do bolsonarismo iniciada por seu filho ao aventar a possibilidade que Augusto Heleno teria algum envolvimento com a cocaína apreendida no avião da FAB, o presidente Jair Bolsonaro decidiu manifestar telefonicamente o seu respaldo ao ministro do GSI

General Heleno e Bolsonaro no Japão (Alan Santos/PR)

O presidente não quis comentar o assunto em público, mantendo seu respaldo ao general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), restrito a uma ligação telefônica. Por sua parte, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) continuou com sua série de comentários, e lançou uma indireta ao filho do vice-presidente Hamilton Mourão.

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Segundo a Folha de São Paulo, Bolsonaro ligou para Heleno na manhã desta terça-feira (2). Assessores presidenciais ouvidos pelo jornal paulista disseram que Bolsonaro tentou evitar que a situação ganhasse maiores dimensões, e pudesse afetar a agenda do governo, especialmente o trâmite da reforma da Previdência.

Contudo, o presidente não quis comentar o assunto em público. No almoço realizado no Ministério da Defesa, Bolsonaro afirmou que as perguntas sobre o tema deveriam ser direcionadas ao vereador, e não a ele.

A nova disputa interna dentro do bolsonarismo começou nesta segunda-feira (1), quando Carlos fez um comentário na página onde um suposto jornalista acusava Heleno e a FAB (Força Aérea Brasileira) de serem cúmplices do sargento Manoel Silva Rodrigues, o militar que foi preso na Espanha portando 39 kg de cocaína.

Esta não é a primeira (será a última) vez que Carlos Bolsonaro entra em atrito direito com um membro do governo de seu pai. Entre março e maio deste ano, o vereador trocou farpas pela imprensa e pelas redes sociais com o vice-presidente Hamilton Mourão e com o ex-ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz – cuja queda é atribuída ao filho do presidente, segundo rumores de Brasília.

Aliás, nesta mesma semana, Carlos Bolsonaro também se voltou contra Mourão, ironizando a ascensão de seu filho dentro do Banco do Brasil.


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