No rastro do óleo do Nordeste
06 de novembro de 2019, 10h14

Bolsonaro trabalha em um processo de “desmonte institucional” do BNDES, denunciam funcionários

No pacto federativo está uma proposta que reduz de 40% para 14% a parcela de recursos do FAT destinada ao BNDES. "O governo não quer discutir o papel do BNDES, ele quer cortar fontes de recursos de forma pulverizada", disse o vice-presidente da associação, Arthur Koblitz

Bolsonaro durante reunião do Conselho de Governo (Foto: Marcos Corrêa/PR)

A Associação dos Funcionários do BNDES (ABNDES) denunciou que Jair Bolsonaro trabalha em “um processo de desmonte institucional do banco”, reduzindo fontes de financiamento para desestruturar a instituição.

Entre as medidas apresentadas por Paulo Guedes, ministro da Economia, no chamado pacto federativo está uma proposta que reduz de 40% para 14% a parcela de recursos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) destinada ao BNDES.

“O governo não quer discutir o papel do BNDES, ele quer cortar fontes de recursos de forma pulverizada”, disse o vice-presidente da associação, Arthur Koblitz, lembrando que a PEC da Previdência original desviava recursos do FAT para aposentadorias.

“Com a devolução dos recursos do Tesouro, o FAT passa a ter cada vez mais importância. É a fonte de recursos mais estável que o banco tem”, diz Koblitz.

Em editorial publicado no dia 31 de outubro, a associação diz que o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, esconde “a absoluta subserviência em relação ao governo federal (declaradamente, escancaradamente, anti-BNDES) por trás de uma retórica de compromisso com o Banco e seus empregados”.

“Paulo Rabello de Castro, Dyogo Oliveira e Joaquim Levy entraram em confronto com Brasília sobre devolução de recursos e manutenção das condições de competitividade para o Banco. Montezano representa um rompimento. As perguntas que têm que ser feitas são: em nome do quê? Com base no quê? Nada poderia ser mais vago. Seu discurso é tão vago que em determinado momento ele mesmo admite que o que fala pode parecer “maluco”. Não entendemos assim: a descontração foi muito longe no comentário autodepreciativo. Não é maluco. É vago, é pouco estudado, é voluntarista. E, acima de tudo, não é responsável conduzir o Banco dessa forma, com esse grau de improviso”, diz o texto.

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