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12 de dezembro de 2019, 10h38

Bolsonaro usa Alexandre Garcia e ex-combatente da segunda Guerra Mundial para fazer proselitismo nas redes

Para estancar a sangria na popularidade, Bolsonaro tem feito cada vez mais um proselitismo marqueteiro para criar uma imagem populista de extrema-direita, com ares de preocupação social

Bolsonaro posa para fotografia com o Coro Sacro Infanto-Juvenil Canarinhos de Bento Gonçalves (Foto: Alan Santos/PR)

Para estancar a sangria na popularidade, Jair Bolsonaro tem usado cada vez mais um proselitismo marqueteiro para criar uma imagem populista de extrema-direita, com ares de preocupação social, enquanto retira direitos, implanta uma política de violência e sucateia empresas estatais para privatização.

Em menos de doze horas, Bolsonaro – que deixou o perfil de discurso de ódio – publicou dois vídeos que demonstram claramente a estratégia.

No primeiro deles, divulgado na noite desta quarta-feira (11), Bolsonaro visita um ex-militar de 96 anos que fez parte da Força Expedicionária Brasileira (FEB), enviada à Europa durante a segunda Guerra Mundial para combater as forças nazistas.

“Temos nossos heróis, e estão vivos. Primeiro foi uma carta, depois um vídeo. Ele queria me conhecer. Por respeito àquele que, durante a Segunda Guerra, lutou contra o nazifascismo pela nossa liberdade, fui ao encontro do Ex-combatente Carlos (96 anos), sniper de Infantaria”, tuitou o perfil de Bolsonaro, junto com um vídeo em que o capitão presenteia o militar da reserva com uma foto e uma medalha.

Já na manhã desta quinta-feira (12), Bolsonaro usou um comentário do jornalista Alexandre Garcia, ex-Globo e ferrenho apoiador do governo, para atacar uma decisão judicial que obriga que os radares móveis sejam reativados nas rodovias.

Na publicação, Bolsonaro tenta passar uma demonstração de preocupação social, ao determinar que a Advocacia-Geral da União recorra da decisão judicial de primeira instância. “Você é a favor da volta dos radares móveis nas rodovias federais? Determinei à AGU recorrer da decisão judicial de 1a. instância”, tuitou.

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