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01 de novembro de 2019, 17h06

Bolsonaro usa gíria sobre tortura para enquadrar servidores públicos

"Quem quer atrapalhar o progresso, vá atrapalhar na Ponta da Praia, aqui não", declarou Jair Bolsonaro, usando expressão que faz referência à tortura

Foto: Marcos Corrêa/PR

Durante a live presidencial desta quinta-feira (01), o presidente Jair Bolsonaro usou uma gíria adotada por torturadores do regime militar para criticar o licenciamento ambiental. O ex-capitão disse que mandaria para a “ponta da praia” os servidores que “atrapalhassem” o governo.

“Vão entrar alguns órgãos do governo que eu não tenho ascendência, porque os diretores, o presidente tem mandato. Porque se não tivessem (mandato), eu cortava a cabeça mesmo. Quem quer atrapalhar o progresso, vá atrapalhar na Ponta da Praia, aqui não”, declarou Bolsonaro ao criticar a “demora” no processo de licenciamento ambiental para o empresário Luciano Hang, seu aliado.

“Hoje eu vi o Luciano Hang reclamando com razão de uma licença ambiental pra construir uma loja dele em Rio Grande, se não me engano. E ele tava com 150 dias e o prefeito não dá a licença”, relatou antes de fazer a ameaça.

A expressão foi usada pelo presidente durante seu discurso da vitória, feito em live exibida diretamente para a Avenida Paulista. “Petralhada, vai tudo vocês pra ponta da praia. Vocês não terão mais vez em nossa pátria porque eu vou cortar todas as mordomias de vocês. Vocês não terão mais ONGs para saciar a fome de mortadela de vocês”, disse na ocasião.

A declaração foi dada no mesmo dia em que o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho 03 do ex-capitão, defendeu o retorno do AI-5 para frear mobilizações da esquerda. O presidente tentou amenizar a situação, disse que falar em AI-5 seria um “sonho” de Eduardo e fez o filho se desculpar.

Confira trecho da live em que Bolsonaro ameaça servidores:


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