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29 de julho de 2019, 09h30

Bolsonaro usa mineração em terra indígena em troca de aprovar Eduardo como embaixador

Declarações de Bolsonaro sobre exploração de minérios em reservas ocasionou "corrida do ouro" com invasão e matança de indígenas

Eduardo Bolsonaro em festa para fãs de Trump nos EUA (Reprodução/Twitter)

A política de exploração da mineração nas terras indígenas anunciada por Jair Bolsonaro (PSL) – que tem gerado uma espécie de “corrida do ouro”, com invasões e matança nas aldeias – tem um objetivo claro: conquistar votos na Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado para aprovar o nome de Eduardo Bolsonaro para a embaixada brasileira em Washington.

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Ao menos quatro senadores que fazem parte da Comissão, que vai sabatinar Eduardo Bolsonaro para o cargo nos Estados Unidos, foram ouvidos pelo jornalista Tales Faria, em seu blog, e se mostraram simpáticos à proposta de Bolsonaro de exploração de terras indígenas.

Neste sábado (27), Bolsonaro disse que o filho, Eduardo, na embaixada dos EUA é estratégico para explorar minerais em terras indígenas.

“Terra riquíssima (reserva indígena Ianomami). Se junta com a Raposa Serra do Sol, é um absurdo o que temos de minerais ali. Estou procurando o primeiro mundo para explorar essas áreas em parceria e agregando valor. Por isso, eu quero uma pessoa de confiança minha na embaixada dos EUA”, falou Bolsonaro.

“Acho salutar a exploração”, disse o senador baiano Ângelo Coronel (PSD).

Omar Aziz (PSD-AM) já declarou que votará pela indicação de Eduardo e se mostra totalmente favorável à mineração nas áreas de reservas. “A exploração sustentável seria boa para o Brasil, boa para remunerar os índios e muito boa para meu estado, o Amazonas”, ressaltando que, eleito, Bolsonaro pode nomear “quem ele quiser” para a embaixada.

Kátia Abreu (PDT-TO), que foi vice de Ciro Gomes (PDT) na disputa presidencial, também defende a ideia. Assim como Márcio Bittar (MDB-AC), para quem “a ideologia da intocabilidade só trouxe pobreza e miséria para eles e para a Amazônia”.

“Se um acordo com empresas estrangeiras trouxer recursos, será melhor ainda. E poucas pessoas compreendem tanto quanto o Eduardo Bolsonaro a política externa pregada por seu pai na campanha. Ele ajudará muito”, disse.


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