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31 de dezembro de 2019, 16h36

Bolsonaro volta a criticar a ONU ao relacionar “ideologia de gênero” a “direitos sexuais e reprodutivos”

Em miscelânea típica para provocar seus apoiadores, Bolsonaro afirmou que, dentre as metas da Agenda, estariam "a nefasta ideologia de gênero e o aborto, sob o disfarce de 'direitos sexuais e reprodutivos'"

Jair Bolsonaro (Foto: Antonio Cruz/ Ag. Brasil)

O discurso em Nova York e o tom ameno durante o ano apenas disfarçou o desapreço que Jair Bolsonaro tem pela Organização das Nações Unidas (ONU). Adepto da tresloucada doutrina olavista, que diz que a ONU serviria apenas para impor um “globalismo” de esquerda no mundo, Bolsonaro chegou a dizer, durante a campanha em 2018, que o Brasil deixaria o organismo multilateral caso fosse elei, masviu a realidade se impor em 2019.

No último dia do ano, no entanto, o presidente mostra que, no fundo sua opinião continua  a mesma. Em tuíte nesta terça-feira (31), Bolsonaro criticou a Agenda 2030 da ONU, que coloca metas para a redução da pobreza e desigualdade social, e faz uma miscelânea típica para confundir seus apoiadores ao relacionar a “ideologia de gênero” aos “direitos sexuais e reprodutivos” proposto pela entidade.

Bolsonaro afirmou que, dentre as metas da Agenda, estariam “a nefasta ideologia de gênero e o aborto, sob o disfarce de ‘direitos sexuais e reprodutivos'”.

O termo “ideologia de gênero” é utilizado por grupos de direita e religiosos para designar a inclusão da discussão sobre gênero e sexualidade no currículo das escolas. Em geral, essa discussão inclui a abordagem da diferença entre gênero, sexo biológico e sexualidade.

As diretrizes sobre direitos sexuais e reprodutivos da ONU dizem respeito à garantia da saúde reprodutiva e combate a práticas nocivas, especialmente para mulheres e crianças.

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