Fórumcast #19
12 de agosto de 2019, 17h02

Bolsonaro volta a dizer que “um cara filiado ao PSOL” tentou matá-lo

Adélio Bispo, autor da facada, se desfiliou do PSOL quatro anos antes do episódio e, enquanto se preparava para o ato, frequentou o mesmo clube de tiro que Carlos Bolsonaro

Foto: Alan Santos/PR

O discurso do presidente Jair Bolsonaro durante evento de inauguração dos 47 km de duplicação da BR-116, em Pelotas (RS), nesta segunda-feira (12), trouxe mais polêmicas. Além de fazer terrorismo sobre a vitória eleitoral de Alberto Fernández e Cristina Kirchner na Argentina e de anunciar o fim dos radares móveis no Brasil, ele voltou a acusar o PSOL pelo episódio da facada de Juiz de Fora, relacionando mais uma vez o partido com Adélio Bispo.

“Meus amigos do Rio Grande do Sul, é uma satisfação e orgulho muito grande voltar a este estado. Pena que eu não pude vir na reta final das eleições porque um cara filiado ao PSOL tentou tirar a minha vida”, declarou, em referência a Adélio Bispo, autor da facada desferida contra o então candidato à presidência em agosto do ano passado. O vídeo com a declaração foi compartilhado pelo filho “02” do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ).

Adélio foi filiado ao PSOL entre 2007 e 2014, quando pediu desfiliação. A saída dele do partido se deu quatro anos antes do episódio da facada que fez o presidente ficar quatro meses internado.

Carlos, inclusive, faz parte de uma teoria que o liga com Adélio Bispo. O vereador esteve em clube de tiro no mesmo período que o esfaqueador. Adélio Bispo, que era de Montes Claros (MG), foi  para São José (SC) e esteve em um clube de tiro no dia 5 de julho, dois dias antes de Carlos Bolsonaro, que passou um final de semana todo confinado no local. O esfaqueador ficou em SC até agosto e de lá foi direto para Juiz de Fora (MG), onde aconteceu o atentado, em setembro. Naquela ocasião, Carlos Bolsonaro acompanhava o pai na comitiva, algo que nunca tinha feito antes.

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Adélio foi absolvido de condenação por ser diagnosticado com Transtorno Delirante Persistente. Jair Bolsonaro não recorreu e argumentou não o fez porque “agora ele [Adélio] é maluco até morrer, vai ficar no manicômio judicial como uma prisão perpétua”.


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