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16 de setembro de 2019, 12h13

Bolsonaro volta a falar de “mandantes” de Adélio no caso da facada e pressiona TRF-1 a quebra de sigilo de advogado

O TRF-1 deverá julgar nesta quarta-feira (18) o pedido para serem retomadas as investigações sobre a defesa de Adélio Bispo. A análise do material apreendido em endereços do advogado de Adélio estava suspensa desde março

Foto: Reprodução/Twitter

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) usou suas redes sociais nesta segunda-feira (16) para voltar a falar dos “mandantes” de Adélio Bispo, acusado de atentado com facada em 2018 contra Bolsonaro, e pedir para que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) seja “decisivo” na investigação de tais “mandantes”. Em diversas ocasiões, Bolsonaro buscou ligar Adélio Bispo ao PSOL, partido do seu principal desafeto político.

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“O material apreendido pela PF no endereço de um dos advogados do estaqueador ainda não foi periciado por decisão liminar concedida para OAB. Sete desembargadores decidirão a questão”, disse o presidente. “Não desejamos descobrir o conteúdo da defesa, mas elucidar o crime, como vítima e por questão de segurança nacional”, completou.

O TRF-1 deverá julgar nesta quarta-feira (18) o pedido para serem retomadas as investigações sobre a defesa de Adélio Bispo. Em março, o desembargador Néviton Guedes, também do TRF-1, suspendeu a análise do material apreendido em dezembro em endereços do advogado Zanone Manuel de Oliveira, que defende Adélio. A Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão em abril. Pedido de suspensão foi feito pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Em agosto deste ano, foi revelado que a tentativa constante de Bolsonaro em associar o crime ao PSOL era uma “piada interna” dentro da PF sobre a investigação do caso Adélio, que não pode ser punido criminalmente por ter uma doença mental, o Transtorno Delirante Persistente. Ele cumpre pena em um “manicômio judiciário” e não em um presídio. De acordo com a coluna de Lauro Jardim, do O Globo, Bolsonaro nunca se conformou com a Polícia Federal por alegar que não houve mandante para a tentativa de assassinato que sofreu.

Confira os tuítes de Bolsonaro sobre o caso:


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