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22 de agosto de 2019, 10h49

Bolsonaro volta ao ataque sobre incêndios na Amazônia: “Pode ser fazendeiro, mas a maior suspeita vem das ONGs” 

"Quer que eu culpe os índios? Quer que eu culpe os marcianos? É, no meu entender, um indício fortíssimo que esse pessoal da ONG perdeu a teta deles", disse o presidente

Foto: Marcos Correa/PR

Jair Bolsonaro (PSL) declarou a jornalistas, na manhã desta quinta-feira (22), na saída do Palácio da Alvorada, que fazendeiros “podem estar por trás” dos incêndios na Amazônia, mas a sua maior suspeita ainda recai sobre as organizações não-governamentais (ONGs).

O presidente já havia mencionado tal suspeita na quarta-feira (21) e voltou a defendê-la, pois as ONGs “perderam recursos que eram direcionados pelo governo”.

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“Pode, pode ser fazendeiro, pode. Todo mundo é suspeito, mas a maior suspeita vem de ONGs”, declarou o presidente. Bolsonaro ainda ironizou: “São os índios, quer que eu culpe os índios? Vai escrever os índios amanhã? Quer que eu culpe os marcianos? É, no meu entender, um indício fortíssimo que esse pessoal da ONG perdeu a teta deles. É simples”.

“Irresponsável”

“Essa afirmativa da Presidência da República é completamente irresponsável, porque as ONGs têm como objetivo o meio ambiente como prioridade. Não faz nenhum sentido dizer que ONG está colocando fogo em floresta, pelo contrário. É um grande absurdo”, declarou o presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (Proam), Carlos Bocuhy, em entrevista ao G1.

Questionado sobre provas, Bolsonaro disse que só é possível descobrir “em flagrante” e que não há registros escritos. No entanto, desde o início de 2018, o Inpe, responsável por monitorar os focos de queimadas no país, detectou mais de 72 mil pontos, especialmente em Mato Grosso, Pará, Rondônia e Amazonas. O número representa aumento de 83% em relação ao mesmo período em 2018.


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