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20 de setembro de 2019, 06h35

Bunker olavista de Carlos Bolsonaro no Planalto fomenta política do ódio do governo

Doutrinados por Olavo de Carvalho, assessores comandados pelo filho 02 incitam a tese de que Bolsonaro não pode abandonar o tom de confronto que dominou a tônica de sua campanha eleitoral

Carlos Bolsonaro e Olavo de Carvalho (Montagem)

Instalado em uma sala no terceiro andar do Palácio do Planalto, o bunker ideológico capitaneado por Carlos Bolsonaro, sob influência do guru Olavo de Carvalho, é o ponto nevrálgico do governo de onde brota a política de ódio contra aqueles que são considerados inimigos e fomenta a propagação de uma guerra que já derrubou ministros, elevou a tensão contra parlamentares e derrubou de forma ainda mais rápida a aprovação de Jair Bolsonaro nas pesquisas.

Segundo reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo desta quinta-feira (19), o gabinete comandado à distância por Carlos Bolsonaro abriga Tércio Arnaud Tomaz, 31 anos, José Matheus Sales Gomes, 26, e Mateus Matos Diniz, 25, além do assessor especial Filipe Martins, que são tutelados por Arthur Weintraub, também assessor especial da Presidência e irmão do ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Todos doutrinados por Olavo de Carvalho, eles incitam a tese de que Bolsonaro não pode abandonar o tom de confronto que dominou a tônica de sua campanha eleitoral e estimulam ações como a que, por exemplo, gerou a crise diplomática com o presidente francês Emmanuel Macron.

Segundo o Estadão, Carlos tem a senha das redes do pai e dá ordens aos assessores para criar campanhas de ódio contra aqueles que confrontam as ações ideológicas do grupo.

Léo Índio
Além dos comandados que atuam dentro do Planalto, o grupo comandado pelo filho 02 de Bolsonaro ainda inclui o primo, o assessor parlamentar Leonardo Rodrigues de Jesus, o Leo Índio, que já produziu dossiês informais de “infiltrados e comunistas” nas estruturas federais.

De acordo com o Estadão, o chamado “gabinete do ódio” estaria por trás da divisão da família, colocando Carlos e o irmão, Eduardo Bolsonaro, de um lado e o primogênito do clã, Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), de outro, por defender uma atuação mais “moderada”. Investigado no caso Queiroz, Flávio sempre pede para o pai baixar o tom e quando é ouvido provoca a ira de Carlos.


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