Cármen Lúcia pede a Fux para pautar ação contra Bolsonaro por genocídio

Notícia-crime apresentada por advogado pede abertura do inquérito por Bolsonaro vetar assistência aos povos indígenas durante a pandemia - de medicamentos ao fornecimento de água

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou ao presidente da corte, Luiz Fux, um pedido para colocar em pauta uma notícia-crime que acusa Jair Bolsonaro (sem partido) por genocídio contra indígenas por sua inação diante da pandemia do coronavírus.

O Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Aras, já se manifestou contra a abertura do processo, mas o advogado André Barros, que move a ação, recorreu da decisão do Ministério Público Federal e o ministro Edson Fachin enviou o caso para o plenário do STF.

A queixa pede abertura do inquérito por Bolsonaro vetar assistência aos povos indígenas durante a pandemia – de medicamentos ao fornecimento de água.

“Se o STF acatar o arquivamento, serão fechadas as portas do Judiciário para a apuração deste genocídio contra o povo brasileiro”, disse ao portal Uol o advogado Luís Maximiliano Telesca, que representa Barros.

O advogado diz que a ação ainda pede que a investigação seja estendida a toda população brasileira.

“O presidente da República buscou, de maneira concreta, que a população saísse às ruas, como de fato saiu, para que contraísse rapidamente a doença, sob a falsa informação da imunização de rebanho”, afirma na petição ao STF.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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