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19 de agosto de 2019, 08h47

Caso Adélio: Delegado da PF diz que Bolsonaro só ficaria satisfeito se investigação culpasse Jean Wyllys

Em diversas ocasiões, Bolsonaro buscou ligar Adélio Bispo ao PSol, partido do seu principal desafeto político

Jean Wyllys (Arquivo)

Um delegado da Polícia Federal, responsável pelo caso de Adélio Bispo de Oliveira, acusado de atentado em 2018 contra o então candidato à presidência, Jair Bolsonaro, contou que o presidente só ficaria satisfeito “se a investigação apontasse para o Jean Wyllys”. Informação é da coluna desta segunda-feira (19) de Lauro Jardim, do O Globo.  Em diversas ocasiões, Bolsonaro buscou ligar Adélio Bispo ao PSol, partido do seu principal desafeto político.

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A coluna ainda revela que essa era uma “piada interna” dentro da PF sobre a investigação do caso Adélio, que não pode ser punido criminalmente por ter uma doença mental, o Transtorno Delirante Persistente. Ele cumpre pena em um “manicômio judiciário” e não em um presídio. De acordo com Lauro Jardim, Bolsonaro nunca se conformou com a Polícia Federal por alegar que não houve mandante para a tentativa de assassinato que sofreu.

De fato, essa ainda é uma questão para o presidente. Em discurso no começo deste mês durante evento de inauguração dos 47 km de duplicação da BR-116, em Pelotas (RS), Bolsonaro voltou a acusar o PSOL pelo episódio da facada de Juiz de Fora, relacionando mais uma vez o partido com Adélio Bispo.

“Meus amigos do Rio Grande do Sul, é uma satisfação e orgulho muito grande voltar a este estado. Pena que eu não pude vir na reta final das eleições porque um cara filiado ao PSOL tentou tirar a minha vida”, declarou, em referência a Adélio Bispo, autor da facada desferida contra o então candidato à presidência em agosto do ano passado. O vídeo com a declaração foi compartilhado pelo filho “02” do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ).

Adélio foi filiado ao PSOL entre 2007 e 2014, quando pediu desfiliação. A saída dele do partido se deu quatro anos antes do episódio da facada que fez o presidente ficar quatro meses internado.


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