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06 de julho de 2019, 22h05

Chamado de “traidor” por policiais, Bolsonaro tenta se redimir e libera contratação de mil novos efetivos

A categoria reivindica um regime especial para os policiais dentro da reforma da Previdência, algo que o presidente realmente tentou impor, mas que tem sido resistido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e também pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Razão pela qual os manifestantes chamaram Bolsonaro de traidor em seus protestos.

Foto: Reprodução

O possível desgaste com um dos setores que formam parte de sua base eleitoral, como é o caso dos policiais, fez Bolsonaro reagir rápido. No dia seguinte aos protestos da categoria em Brasília, quando alguns líderes entoaram coro chamando-o de “traidor”, o presidente lançou um decreto autorizando a contratação de mil policiais rodoviários federais.

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A medida chama a atenção pela data em que é tomada: segundo a Folha de São Paulo, o decreto a assinado na quarta-feira (3), justamente um dia depois da marcha dos policiais por Brasília, sob os gritos de “acabou o amor, Bolsonaro traidor”.

A reivindicação da categoria é para que a reforma da Previdência tenha um regime especial para eles, e o presidente realmente tentou agir nesse sentido, mas a questão que tem sido resistida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e também pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. A incapacidade de impor essas condições foi a razão pela qual os manifestantes chamaram Bolsonaro de traidor nos protestos.

Alguns representantes dos policiais, como o presidente da ADPF (Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal), Edvandir Paiva, tentam defender o presidente, dizendo que “os ministros não obedecem Bolsonaro”. O curioso é que , no mês passado, Guedes acusou os governos anteriores de “fazer contratações em excesso, acompanhadas de uma forte alta dos salários”, razão pela qual ele prometeu diminuir as nomeações.

Por sua parte, Maia afirmou nesta sexta-feira (5), durante o programa Pânico, da Rádio Jovem Pan, que “Bolsonaro não é mais o presidente do sindicato da segurança pública, ele precisa representar um sentimento maior de mudanças nas despesas públicas, até para que possa investir em segurança pública (…) se ficarmos investindo só na aposentadoria precoce de algumas categorias, custa muito dinheiro. O papel do presidente é organizar isso e às vezes vai na contramão de alguns interesses corporativos, que são legítimos, mas que não podem prevalecer”.


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