Clube Militar endossa nota golpista de Heleno sobre apreensão de celular de Bolsonaro

"O Clube Militar endossa a presente nota", diz a associação de reservistas das Forças Armadas, que foi presidida pelo general Hamilton Mourão até ele ser lançado candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro

O Clube Militar do Rio de Janeiro, que foi presidido pelo general Hamilton Mourão (PRTB) até ele ser lançado candidato a vice-presidente, endossou a nota divulgada pelo ministro-chefe do Gabinete Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, que ameaça um golpe caso se efetive a apreensão do celular de Jair Bolsonaro.

“O Clube Militar endossa a presente nota”, diz o texto no site da agremiação de reservistas, compartilhando a nota divulgada por Heleno nas redes sociais.

Na nota, Heleno classifica o pedido de apreensão do celular de Bolsonaro como “inconcebível e, até certo ponto, inacreditável”.

Relator da investigação sobre interferência de Bolsonaro na Polícia Federal, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) um parecer sobre o pedido de apreensão do celular do presidente e do filho, Carlos Bolsonaro.

“O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”, diz Heleno na nota.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.