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18 de setembro de 2019, 06h33

Com medo de protestos, Bolsonaro deve fugir da ONU

O contexto internacional não é o dos mais favoráveis ao presidente, por conta das polêmicas envolvendo as queimadas e desmatamento na Amazônia

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Assessores do Palácio do Planalto admitem que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) pode não comparecer ao evento na próxima semana da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, por medo das possibilidades de protestos. O contexto internacional não é o dos mais favoráveis ao presidente, por conta das polêmicas envolvendo as queimadas e desmatamento na Amazônia, assim como as intrigas com o presidente da França, Emmanuel Macron. Informação é de Jussara Soares e Gustavo Maia, do O Globo, publicada nesta terça-feira (17).

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No entanto, há semanas Bolsonaro insiste em passar a ideia aos jornalistas de que estaria na ONU a todo custo. O presidente voltou a mencionar nesta segunda-feira (16) que compareceria ao evento “nem que fosse em uma cadeira de rodas”, porém, oficialmente, o Planalto alega que Bolsonaro possui restrições médicas e pode não viajar.

Na noite desta terça (17), o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, também admitiu que a ida de Bolsonaro à ONU está “sob análise”. Segundo ele, o aval só será dado após Bolsonaro ser submetido a uma nova avaliação da equipe médica na sexta-feira pela manhã. Ainda, familiares, auxiliares e bolsonaristas fazem campanha para que o presidente não se arrisque no evento, em argumento pautado por questões de saúde.

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) iniciou uma mobilização nas redes sociais pedindo para o presidente não participar da Assembleia Geral das Nações Unidas para, segundo ela, se recuperar com calma da cirurgia que fez. Zambelli disse que a ONU pode esperar e lançou a tag #BolsonaroFiqueCuideSe.

“A gente precisa do presidente oito anos na presidência, com saúde, cuidando do Brasil. Mas, para cuidar do Brasil, ele precisa cuidar dele primeiro. Então queria fazer uma campanha para o presidente não ir para a ONU. […] A ONU vai ter todos os outros anos. Ele se cuida, ele se prepara e vai ano que vem. […] Prioridade sua, presidente, é cuidar do Brasil e a gente precisa do senhor por oito anos”, disse a deputada em vídeo postado no Twitter, já contando com reeleição de Bolsonaro.


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