terça-feira, 27 out 2020
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Como surgem as fake news: Bolsonaro compartilha teoria da conspiração sobre morte de delator de Aécio

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) compartilhou em seu Twitter nesta quarta-feira (18) a publicação de uma seguidora alegando vínculo entre a morte de Henrique Valladares, ex-executivo da Odebrecht, com o fato de que o filho de Lobão foi preso pela Lava Jato neste mesmo mês. Trata-se de uma teoria da conspiração, sem quaisquer provas, que Bolsonaro alimenta ao compartilhar para os seus mais de cinco milhões de seguidores no Twitter.

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Ainda não se tem indícios sobre o vínculo dos dois episódios envolvendo o ex-ministro Edison Lobão. Apenas se sabe o factual das duas notícias, que o ex-vice-presidente da Odebrecht foi um dos responsáveis por acusar o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) e Lobão de terem recebido propina da empreiteira. Ainda, que Márcio Lobão, filho do ex-senador e ex-ministro Edison Lobão, foi preso no dia 10 de setembro na 65ª fase da Lava Jato, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF).

Portanto, o presidente se precipita ao dar voz à teorias da conspiração que, sem provas, acabam virando fake news nas redes. Coincidentemente, um dos partidos mais críticos à CPI das Fake News é, justamente, o de Bolsonaro.

Um dos objetivos da comissão é investigar o impulsionamento de mensagens mentirosas nas eleições de 2018. Para governistas, o único alvo, nesse caso, é Bolsonaro. No mês passado, o presidente criticou a derrubada do veto presidencial sobre a lei e comparou a pena prevista na nova legislação para quem compartilhar notícias falsas com o consumo de cocaína. Ele disse ainda que não tem como definir o que é falso ou não e que “todo mundo” vai ser processado.

Luisa Fragão
Luisa Fragão
Jornalista.