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29 de agosto de 2019, 13h27

Conselho Mundial de Igrejas alerta para radicalismo cristão no Brasil legitimado por Bolsonaro

Em encontro na Suíça, igrejas brasileiras avaliaram que certos grupos religiosos têm utilizado o radicalismo cristão para legitimar medidas do governo de Jair Bolsonaro e propagar "descriminação, violação aos direitos humanos e mesmo a proteção do planeta"

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) participa de culto na Igreja Batista Atitude ao lado da esposa, Michelle Bolsonaro, no Rio de Janeiro - Foto: Agência Brasil

Em reunião na Suíça, em Genebra, igrejas nacionais se uniram ao Conselho Mundial de Igrejas para denunciar o cenário religioso no Brasil. Segundo mostrou o blog Jamil Chade em texto desta quinta-feira (29), igrejas avaliaram que certos grupos religiosos têm utilizado o radicalismo cristão para legitimar medidas do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e propagar “descriminação, violação aos direitos humanos e mesmo a proteção do planeta”.

Durante o encontro, a organização ecumênica mundial avaliou que a situação de direitos humanos no Brasil “voltou a ser problemática”, principalmente quando há “uma utilização da religião para legitimar a retirada de direitos”, relatou o blog. Ainda, parte das igrejas brasileiras constataram que, sozinhas, não terão a capacidade de se organizar para fazer frente às tendências políticas atuais. Portanto, pedem a ajuda das igrejas de todo o mundo.

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O Conselho Mundial de Igrejas já atuou no Brasil em luta contra a ditadura militar nos anos 70, bancando grupos religiosos para fazer resistência ao regime. O grupo financiou os trabalhos da coleta de dados de vítimas e torturadores, que acabaria sendo conhecida como “Brasil: Nunca Mais”.

Segundo o reverendo Agnaldo Gomes, em entrevista ao blog, a defesa da família foi colocada “como a grande desculpa” no Brasil, inclusive na campanha eleitoral. “Mas isso é apenas a fachada. O que se tem é a retirada de direitos”, alertou. “Os evangélicos estão sendo usados”, disse.

Em sua maioria, os participantes do encontro foram de igrejas protestantes, mas a reunião também contou com um representante da Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros (CNBB).


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