Covaxin: Servidor da Saúde confirma que Bolsonaro foi avisado sobre corrupção

Ricardo Miranda, irmão do deputado Luís Miranda, diz que entregou documentos em reunião com Bolsonaro no dia 20 de março sobre esquema para importação da Covaxin

O servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Fernandes Miranda confirmou ao jornal O Globo que levou pessoalmente a Jair Bolsonaro (sem partido) documentos que denunciam um suposto esquema de corrupção na compra da Covaxin, vacina contra Covid-19 produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech, que tem como intermediário no Brasil a empresa Precisa Medicamentos.

“Eu apresentei toda a documentação, o contrato que foi assinado, as pressões que estavam acontecendo internamente no ministério, e a gente levou até a casa do presidente. Conversamos com ele, mostramos todas as documentações, as pressões, e ele ficou de, após a reunião, falar com o chefe da Polícia Federal para investigar”, disse o servidor, que esteve no Palácio da Alvorada no dia 20 de março juntamente com o irmão, o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF).

Luis Carlos Miranda é servidor público desde 2011 e diz que está à frente do departamento de importação do Ministério da Saúde desde 2016.

Na entrevista, ele diz ainda que relatou ao Ministério Público uma pressão anormal para a importação da Covaxin.

“No relato ao Ministério Público, eu (disse) que sou subordinado a um coordenador geral, o qual eu citei no meu depoimento, que é o Alex Lial Marinho, coordenador da CGLOG, coordenação logística de insumos estratégicos da Saúde, que cuida da distribuição e recebimento de vacinas. O diretor do departamento de logística, Roberto Ferreira Dias. E tive contato também com um assessor da Secretaria Executiva. Coronel Pires”, contou sobre os chefes que teriam ligado para ele inclusive fora do horário de trabalho.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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