Fórum Educação
11 de setembro de 2019, 10h47

CPMF: Tuítes revelam o que Bolsonaro, filhos e aliados pensavam sobre o imposto no passado

Embora queiram apagar da memória dos eleitores o uso político que já fizeram do imposto, Bolsonaro e seus aliados são traídos pelas publicações nas redes sociais

Bolsonaro, Marco Feliciano, Sóstenes Cavalcante e Eduardo Bolsonaro contra a CPMF em 2015 (Arquivo)

Um jogo de cena para enganar eleitores em 2018, desgastar o governo Dilma Rousseff em 2015 ou obter ganhos políticos em 2012. Embora Jair Bolsonaro e aliados queiram apagar da memória o uso político que fizeram outrora e recriar a chamada Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF), aquilo que está escrito nas redes sociais não permite com que eles reescrevam (mais) esta história.

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Em plena campanha eleitoral, em 2018, mentiu ao dizer que nunca cogitou a volta do imposto em tuíte do dia 21 de setembro. “Votei pela revogaçãoda CPMF na Câmara dos Deputados e nunca cogitei a sua volta. Nossa equipe econômica sempre descartou qualquer aumento de impostos. Quem espalha isso é mentiroso e irresponsável. Livre mercado e menos impostos é o meu lema na economia”, pregou Bolsonaro, que dois dias antes já havia pedido aos eleitores para ignorar “as notícias mal intencionadas dizendo que pretendemos recriar a CPMF. “Não procede. Querem criar pânico pois estão em pânico com nossa chance de vitória”.

Fiel escudeiro, o filho, Carlos Bolsonaro, também reagiu na defesa do pai, colocando na conta de Geraldo Alckmin (PSDB) – o “Merenda” – a responsabilidade pela criação da CPMF. “PSDB e a CPMF. Essa é a verdade que o Merenda não te conta!”, tuitou em 28 de setembro.

Em 2015, Bolsonaro fez campanha contra a proposta de recriar a contribuição para se posicionar e ajudar a desgastar o governo Dilma Rousseff (PT). Para isso, contou com a ajuda de outro político da prole, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

“CPMF tem que ser coisa do passado. Não vamos estrangular nossos produtores. Obrigado pela placa @DepSostenes (RJ)”, tuitou Eduardo em 16 de setembro de 2015, quando posou ao lado do pai e do deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ).

À época, o deputado e atual ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS) demonstrou bem como via o imposto. “Trazer de volta a CPMF é bem a cara do petismo. Transferir a conta pros brasileiros”, tuitou.

Onyx também atacou a tentativa de recriar a CPMF em 2011. “Nova CPMF ou outro nome é igual a novo imposto. Tô fora”, tuitou.

Um ano depois, Cesar Maia usou o fim da CPMF para fazer campanha eleitoral para o filho, o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que concorria às eleições para prefeito do Rio.

“Lembram da CPMF, o imposto sobre cheques?”, tuitou o pai, sobre uma foto lembrando que teria sido o filho o responsável pelo fim do imposto.


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