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17 de outubro de 2019, 10h17

Crise no PSL: Bolsonaro se coloca como vítima e diz que é “desonestidade” grampear presidente

Conversa divulgada na noite desta quarta-feira (16) mostra Bolsonaro interferindo diretamente na articulação que tentou colocar o filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como líder do PSL na Câmara, no lugar do deputado Delegado Waldir (PSL-GO)

Eduardo e Jair Bolsonaro (Reprodução)

Jair Bolsonaro se colocou como vítima do vazamento de uma conversa divulgada na noite desta quarta-feira (16) em que ele interfere diretamente na articulação que tentou colocar o filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como líder do PSL na Câmara, no lugar do deputado Delegado Waldir (PSL-GO).

“Eu não trato publicamente desse assunto. Converso individualmente. Se alguém grampeou telefone, primeiro é uma desonestidade”, disse Bolsonaro nesta quinta-feira (17).

“Falei com alguns parlamentares. Me gravaram? Deram de jornalista?”, indagou Bolsonaro.

O áudio divulgado traz uma conversa na qual Bolsonaro articula para que Waldir seja retirado da liderança do PSL na Câmara.

“Olha só, nós estamos com 26, falta só uma assinatura pra gente tirar o líder, tá certo, e botar o outro. E gente acerta, e entrando o outro agora, em dezembro tem eleições para o futuro líder a partir do ano que vem”, afirma o presidente.

Waldir é ligado ao presidente da legenda, deputado Luciano Bivar (PE), e tem feito críticas públicas a Bolsonaro.

Na noite de quarta, o líder do governo na Câmara, deputado Major Vítor Hugo (PSL-GO), anunciou que 27 dos 53 deputados do PSL assinaram um requerimento para tornar o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, líder da bancada.

Logo em seguida, Waldir apresentou uma lista com 31 de assinaturas para retomar a liderança. Somadas, as duas listas continham 58 assinaturas, cinco a mais que o número de deputados do partido

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