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08 de julho de 2020, 06h27

Damares publica vídeo na madrugada sobre jornalista que desejou morte de Bolsonaro: “Torço para que ele se arrependa”

Passava da 1 hora desta quarta quando Damares publicou um vídeo indignada com o filósofo e jornalista Hélio Schwartsman, que publicou um artigo na Folha de S.Paulo em que diz torcer pela morte de Bolsonaro, diagnosticado com coronavírus

A ministra Damares Alves (Reprodução)

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, publicou um vídeo à 1 hora e 3 minutos da madrugada desta quarta-feira (8) em suas redes sociais para comentar o artigo do filósofo e jornalista Hélio Schwartsman, que publicou um artigo na Folha de S.Paulo em que diz torcer pela morte do presidente Jair Bolsonaro, diagnosticado com coronavírus.

Leia também: Hélio Schwartsman causa polêmica em artigo: “por que torço para que Bolsonaro morra”

“Torço ainda para que aquele colunista, daquele jornal, daquele meio de comunicação, reflita em cada palavra que ele escreveu. Torço para que ele se arrependa do absurdo que disse. Torço para que esse órgão de comunicação entenda que fizeram um desserviço em desejar a morte do nosso presidente”, diz, indignada, Damares, finalizando com a frase: “Que Deus traga paz à minha nação”.

Schwartsman causou polêmica ao publicar no jornal Folha de S.Paulo desta terça o artigo “Por que torço para que Bolsonaro morra”. Ele diz que não é nada pessoal, mas que torce para que o quadro de saúde do presidente se agrave e ele morra.

Segundo o jornalista, “no consequencialismo, ações são valoradas pelos resultados que produzem. O sacrifício de um indivíduo pode ser válido, se dele advier um bem maior”. Schwartsman cita estudos sobre como a postura do presidente aumenta os óbitos na pandemia e argumenta que a sua morte salvaria vidas, o que torna o seu desejo defensável .

“Bolsonaro prestaria na morte o serviço que foi incapaz de ofertar em vida”, diz.

Após a publicação do artigo, o ministro da Justiça, André Mendonça, afirmou que vai utilizar a Lei de Segurança Nacional para enquadrar o jornalista.

“Com base nos artigos 31, IV; e 26 da Lei de Segurança Nacional, será requisitada a abertura de inquérito à Polícia Federal”, afirmou Mendonça, no Twitter. Ele disse ainda que “as liberdades de expressão e imprensa são direitos fundamentais”, mas “não há direitos fundamentais absolutos”.


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