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02 de setembro de 2019, 07h03

Datafolha: Reprovação vai a 38% e mais escolarizados e ricos já abandonam Bolsonaro

Os dados mostram que Bolsonaro segue sendo o presidente eleito mais mal avaliado em um primeiro mandato, considerando FHC, Lula e Dilma

Bolsonaro e Edir Macedo (Foto: Alan Santos/PR)

A pesquisa nacional do Datafolha, divulgada nesta segunda-feira (2), aponta mais uma queda na popularidade do presidente Jair Bolsonaro (PSL). A reprovação do presidente subiu de 33% para 38% em relação ao levantamento anterior do instituto, feito no início de julho. Outro dado da pesquisa também aponta, pela primeira vez, o abandono dos eleitores mais escolarizados, ou seja, que têm ensino superior. O índice dos que consideram a gestão de Bolsonaro como ruim ou péssima saltou de 36% para 43%.

Os dados mostram que Bolsonaro segue sendo o presidente eleito mais mal avaliado em um primeiro mandato, considerando FHC, Lula e Dilma.

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A aprovação do governo também teve oscilação de julho para cá, com queda de 33% para 29%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Foram ouvidas 2.878 pessoas com mais de 16 anos em 175 municípios.

Os números apontam ainda para a queda de desempenho entre aqueles mais ricos, com renda mensal acima de 10 salários mínimos. Neste segmento, a aprovação ao presidente caiu de 52% em julho para 37% agora —bastante significativa, ainda que se mantenha acima da média.

A pior avaliação do presidente permanece entre os mais pobres. Entre os que ganham até dois salários mínimos, a taxa de ruim/péssimo nesse recorte é de 22%; entre  os mais jovens, de 16 a 24 anos, 24%; e, com escolaridade de só ensino fundamental, 26%.

Polêmicas
De dois meses para cá, período que separa as duas pesquisas do Datafolha, Bolsonaro foi protagonista de diversas falas e decisões polêmicas em seu governo – principalmente depois que a reforma da Previdência foi aprovada. Neste período, o presidente sugeriu que o pai do presidente da OAB, Fernando Santa Cruz, havia sido morto por seus próprios colegas de guerrilha na ditadura. Ainda, indicou o próprio filho, Eduardo Bolsonaro, para ocupar a embaixada do Brasil nos Estados Unidos, sendo acusado de nepotismo.

O presidente também bateu de frente inúmeras vezes com o seu ministro da Justiça, Sergio Moro, sobre mudanças na Polícia Federal e no Coaf, além de ter chamado governadores do nordeste de “paraíbas” e ter visto uma das maiores crises do seu governo até então – as queimadas e desmatamento na Amazônia.


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