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02 de setembro de 2019, 10h37

De “Papai Noel” a “governo incompetente”, reprovação de Bolsonaro no Datafolha repercute nas redes

Enquanto progressistas usam a reprovação de 38% do presidente para indicar a "incapacidade do governo" em gerir o país, a extrema-direita se esforça em ironizar a pesquisa

Bolsonaro e o bispo Edir Macedo (Foto: Reprodução)

Depois da divulgação nesta segunda-feira (2) da pesquisa nacional Datafolha, apontando mais uma queda na popularidade do presidente Jair Bolsonaro (PSL), diversas personalidades políticas utilizaram as redes sociais para expressar suas críticas – ou defesas – ao presidente. Políticos de esquerda usaram os números do estudo para apontar a “incapacidade do governo” em gerir o país, enquanto a extrema-direita se esforça em deslegitimar a pesquisa. Os robôs bolsonaristas ainda subiram a tag #BolsonaroImbatível no Twitter.

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Jair Bolsonaro ironizou os resultados, em conversa com repórteres logo pela manhã. “Alguém acredita no Datafolha? Você acredita em Papai Noel?”, afirmou, dando o tom para repercussão entre ministros e aliados. Nas redes sociais, o presidente chegou a afirmar nesta segunda que “pegou o país destruído” e diz que “desenvolvimento requer paciência”.

“Tem gente que acredita em Saci Pererê, em Boi Tatá e em Mula sem Cabeça; e tem gente que acredita no Datafolha”, escreveu o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Já Luiza Erundina e Marcelo Freixo, ambos do PSOL, publicaram que “cada vez mais os brasileiros percebem a incapacidade de Bolsonaro em dar respostas aos graves problemas que assolam o nosso povo”.

A deputada federal Carla Zambelli e o deputado estadual Douglas Garcia, ambos do PSL, também usaram o argumento de que a pesquisa não possui credibilidade. Os dois políticos publicaram uma notícia de uma pesquisa da Datafolha que atribuía a vitória de Fernando Haddad (PT) nas eleições de 2018.

O jornalista Gilberto Dimenstein, criador do Catraca Livre, publicou em seu Twitter um artigo de sua autoria alegando que “é mais provável o impeachment de Bolsonaro do que sua reeleição”. “O que o Datafolha acaba de mostrar é uma deterioração da imagem presidencial. Estamos aqui falando de apenas 8 meses de governo”, escreveu.

A reprovação do presidente subiu de 33% para 38% em relação ao levantamento anterior do instituto, feito no início de julho. Outro dado da pesquisa também aponta, pela primeira vez, o abandono dos eleitores mais escolarizados, ou seja, que têm ensino superior. O índice dos que consideram a gestão de Bolsonaro como ruim ou péssima saltou de 36% para 43%. Foram ouvidas 2.878 pessoas com mais de 16 anos em 175 municípios.

Confira o repercute: 


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