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18 de outubro de 2019, 17h23

Delegado Waldir diz que Bolsonaro ofereceu cargos e fundo partidário para “comprar” liderança de Eduardo

O parlamentar repetiu o xingamento que fez em reunião fechada. “Eu não menti. Ele me traiu. Então, é vagabundo”, disse

Deputado Delegado Waldir e Bolsonaro - Foto: Reprodução

Mágoa e ressentimento são os sentimentos que movem parte do PSL no final desta semana. O clima bélico no partido é intenso e parece que ainda vai demorar até que a legenda chegue a uma trégua. Depois de aparecer em uma gravação dizendo que implodiria o presidente, o Delegado Waldir agora acusa Bolsonaro de estar negociando com correligionários para tirá-lo da liderança da legenda na Câmara.

Em entrevista ao Estadão, Waldir denuncia que o presidente da República está articulando para colocar o filho, Eduardo Bolsonaro, no lugar dele. “A única finalidade do governo hoje é me derrubar da liderança do PSL. A traição vem de onde você menos espera”, revela o parlamentar, que promete que o partido agora pode atuar como oposição em algumas das propostas do Planalto. Na entrevista, o deputado repete o xingamento que fez em reunião fechada. “Eu não menti. Ele me traiu. Então, é vagabundo”, disse.

“Não haverá consenso em todas as pautas com o presidente Bolsonaro, o partido terá seu posicionamento. Qualquer conduta do presidente de tentar inibir os órgãos de combate à corrupção não terá nosso apoio, como já foi feito com o (Conselho de Controle de Atividades Financeira) Coaf, com enfraquecimento da Polícia Federal, do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, a ação do governo em relação à CPMI das Fake News”.

Acordo

Há rumores que para apaziguar as relações dentro PSL estaria sendo costurado uma acordo para tirar o Delegado Waldir da liderança do partido na Câmara e dar o cargo para um outro parlamentar que não seria Eduardo Bolosonaro. A proposta é refutada por Waldir que promete cumprir o seu mandato até o final.

“Eu não saio da liderança. Meu mandato é até janeiro. Só saio se o presidente do PSL, Luciano Bivar, o vice, Antonio Rueda, e todos os parlamentares pedirem. Caso contrário, só em janeiro. Ninguém me procurou para falar sobre isso e eu não topo”.


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