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01 de maio de 2020, 07h45

Deputado, bispo licenciado da Universal encontra presidente do BC por empréstimos a igrejas

A reclamação de parlamentares ligados à bancada evangélica é que o governo já socorreu grandes empresas, mas ainda não estendeu a mão às igrejas, que precisaram fechar para evitar aglomerações durante a pandemia e estão recolhendo menos dízimo dos seus fiéis

Marcos Pereira, Jair Bolsonaro e Edir Macedo (Reprodução)

Após divulgação de interferência de Jair Bolsonaro na Receita Federal para perdoar dívida de R$ 144 milhões da Igreja Internacional da Graça de Deus, do missionário R.R. Soares, reportagem Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli, na edição desta sexta-feira (1º) de O Estado de S.Paulo, revela que o deputado Marcos Pereira (Republicanos-SP), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e atual 1º vice-presidente da Câmara dos Deputados, se reuniu com o presidente do BC, Roberto Campos Neto, para pedir ajuda em empréstimos de bancos públicos para igrejas.

“O que houve foi pedido de ‘esclarecimento’ a respeito da possibilidade de instituições financeiras poderem emprestar para instituições religiosas”, afirmou Pereira, que é uma das lideranças do Centrão, ao jornal.

Segundo a reportagem, Pereira foi junto com um grupo de deputados da bancada evangélica pedir um parecer do Banco Central para que as igrejas possam contrair empréstimos junto a bancos estatais, como a Caixa e o Banco do Brasil.

O BC não negou nem confirmou o pedido do parecer. “No âmbito da regulação expedida pelo Banco Central ou pelo Conselho Monetário Nacional, o BC informa não haver qualquer vedação normativa para a concessão de empréstimos por instituições financeiras a entidades religiosas ou a instituições sem fins lucrativos”, disse a instituição também em nota ao Estadão.

Atualmente, os bancos não costumam emprestar dinheiro para igrenas, que só oferecem como lastro imóveis e dízimos dos fiéis, que são de difícil cobrança em caso de inadimplência.

A reclamação de parlamentares ligados à bancada evangélica é que o governo já socorreu grandes empresas, mas ainda não estendeu a mão às igrejas, que precisaram fechar para evitar aglomerações durante a pandemia e estão recolhendo menos dízimo dos seus fiéis.


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