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Desmatamento da Amazônia é o maior para mês de agosto na última década

A área equivale a cinco vezes o tamanho de Belo Horizonte e é 7% maior do que a registrada no mesmo mês de 2020. Março, abril, maio e julho também tiveram a maior área de floresta destruída em 10 anos.

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Um dia antes de Jair Bolsonaro (Sem partido) abrir a 76ª assembleia-geral da Organização das Nações Unidas, o Instituto Imazon informou que o desmatamento da Amazônia no mês passado foi o maior para o mês de agosto na última década.

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (20) pelo instituto, 1.606 quilômetros quadrados da floresta foi desmatado em agosto.

A área equivale a cinco vezes o tamanho de Belo Horizonte e é 7% maior do que a registrada no mesmo mês de 2020.

Março, abril, maio e julho também tiveram a maior área de floresta destruída em 10 anos, o que indica que as medidas tomadas para combater a derrubada não conseguiram baixar o ritmo do dano ambiental.

“Se quisermos evitar que o ano feche com a maior área desmatada da década, precisamos urgentemente adotar ações mais efetivas, como aumentar o embargo de terras já desmatadas ilegalmente e intensificar operações de fiscalização, com a devida punição dos desmatadores”, alerta Antônio Fonseca, pesquisador do Imazon.

Pará

Desde maio, o Pará segue consecutivamente no topo do ranking dos estados que mais desmataram na Amazônia, e teve 638 km² destruídos apenas em agosto. Essa área representa 40% de toda a devastação na Amazônia Legal e é maior do que São Luís.

Além disso, em agosto, o Pará concentrou 6 das 10 unidades de conservação do ranking das que mais desmataram e metade dos municípios, terras indígenas e assentamentos.

“Apenas os cinco municípios paraenses que figuram na lista dos 10 que mais desmataram, Altamira, São Félix do Xingu, Pacajá, Itaituba e Portel, concentraram 40% do total de desmatamento detectado no estado. Todos estão na lista do Ministério do Meio Ambiente (MMA) que indica os municípios prioritários para prevenção, monitoramento e controle do desmatamento. E eles ainda apresentam grandes blocos de áreas protegidas em seus territórios, o que torna esse desmatamento ainda mais perigoso e agravante”, comenta Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon.

ONU

A divulgação das informações que confirmam a política predatória do governo em relação à Amazônia acontece um dia antes de Bolsonaro discursar na ONU.

O desmatamento da Amazônia é um dos temas mais caros a Bolsonaro no cenário internacional. Nas eleições presidenciais nos EUA, Joe Biden criticou duramente o presidente brasileiro e ameaçou sanções caso a devastação da floresta não fosse contida.

Leia o estudo na íntegra

Este post foi modificado pela última vez em 20 set 2021 - 11:30 11:30

Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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Plinio Teodoro

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