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23 de agosto de 2019, 08h51

Diretor da PF ameça motim contra intervenção de Bolsonaro, diz Antagonista

Maurício Valeixo disse que está disposto a entregar o cargo caso se confirme a intervenção de Jair Bolsonaro. A saída do diretor provocaria um efeito dominó na cúpula da Polícia Federal, aparelhada por Sergio Moro com amigos dos tempos da Lava Jato

Maurício Valeixo, Moro e Bolsonaro (Montagem)

Alçado por Sergio Moro, um amigo desde os tempos de Lava Jato, à direção da Polícia Federal, Maurício Valeixo disse que está disposto a entregar o cargo caso se confirme a intervenção de Jair Bolsonaro no órgão. Caso a saída de Valeixo se confirme, uma série de colegas que ocupam postos de comando da PF também entregariam suas cartas de demissão a Moro, em um motim contra Bolsonaro.

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A informação foi divulgada nesta sexta-feira (23) pelo site Antagonista, principal porta-voz de Moro, citando entrevista na revista Crusoé, do mesmo grupo, que gira em torno do jornalista Diogo Mainardi.

Na noite desta quinta-feira (22), o Antagonista já havia divulgado uma nota com tom de ameaça a Bolsonaro. “Se quer Sergio Moro fora do governo, Jair Bolsonaro deveria apenas demiti-lo, em vez de tentar constrangê-lo publicamente. Tenha coragem e assuma as consequências”, diz a nota, intitulada “Coragem, Bolsonaro”.

Considerado adversário político nas eleições presidenciais de 2022, Moro tem sido submetido a uma série de humilhações públicas por Bolsonaro. A última delas foi justamente a ameaça de demissão de Valeixo da PF, caso o superintendente do órgão no Rio de Janeiro, responsável pela investigação envolvendo Flávio Bolsonaro, não seja trocado.

“Se eu trocar hoje, qual o problema? Está na lei. Eu que indico, e não o Sérgio Moro. E ponto final. Qual o problema se eu trocar hoje ele? Me responda”, declarou Bolsonaro, nesta quinta-feira (22).


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