Entrevista exclusiva com Lula
23 de outubro de 2019, 07h27

Eduardo Bolsonaro diz que Lula não indicou filhos porque eles estavam ocupados em ser “Ronaldinho dos negócios”

Em discurso delirante na Câmara para justificar o fim de sua saga rumo à embaixada brasileira nos EUA, o filho de Jair Bolsonaro disse que fica para buscar aliados na guerra contra os valores judaico-cristãos, mostrou ressentimento por ter sido "zombado" por fritar hamburguer e agradeceu a Trump

Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Em um misto de ódio e ressentimento por ter perdido o “filé mignon” que o pai, Jair Bolsonaro, lhe daria com a embaixada brasileira em Washington, nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) voltou a citar fake news sobre o ex-presidente Lula em seu discurso na Câmara na noite desta terça-feira (22) para justificar os motivos de ficar no Brasil.

“Lula certamente não indicou seus filhos pois eles estavam ocupados com outras funções, como a de ser o Ronaldinho dos negócios (SIC)”, discursou Eduardo.

O filho 03 ainda mostrou ressentimento pela repercussão do fato de ter apresentado como credenciais para assumir a embaixada o intercâmbio que fez nos Estados Unidos, em que disse ter fritado hamburguer.

“Este a quem vos fala, filho de um militar do Exército Brasileiro e deputado federal, que foi zombado por ter tido aos 20 anos de idade um trabalho digno e honesto em um restaurante fast-food nos estados americanos do Maine e Colorado diz que fica no Brasil para defender os princípios conservadores, para fazer do tsunami das eleições de 2018 uma onda permanente”, discursou.

Eduardo disse que vai percorrer São Paulo, pelo Brasil e – “por que não?” – pelo mundo, buscando aliados para sua guerra cultural “contra aqueles que querem destruir a identidade ocidental, os valores judaico-cristãos e as liberdades individuais”.

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