Eduardo Bolsonaro relaciona morte de voluntário à CoronaVac: “Homicídio”

Eduardo compartilhou tuite do grupo Médicos pela Liberdade, que foi homenageado por Bolsonaro no Palácio do Planalto e compactua de teses sobre a vacina "da China/Doria" do presidente

Após o pai, Jair Bolsonaro (Sem Partido), comemorar a paralisação pela Anvisa dos testes da Coronavac, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) relacionou diretamente a morte de um dos voluntários à vacina, que está sendo desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo.

“Quem por ventura tivesse embarcado na mesma onda que Dória, neste momento seria acusado de homicídio pelo governador paulista. Alguma dúvida?”, indagou.

Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (10), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, voltou a negar que a morte do voluntário esteja relacionada aos testes da vacina.

Junto com a insinuação, Eduardo compartilhou um tuite do grupo “Médicos pela Liberdade”, que reúne profissionais da saúde que apoiam o pai, Jair Bolsonaro.

A publicação do coletivo ignora que a vacina estava em fase de testes e diz apenas que “vacinação compulsória com uma vacina experimental é uma insanidade criminosa”. “Nossos sentimentos à família da vítima”, diz o tuite, que compartilha notícia sobre a interrupção dos testes pela Anvisa.

No Twitter, o grupo de médicos bolsonaristas ataca duramente a vacina “da China/Doria”.

“O evento [morte do voluntário] ocorreu há 11 dias, por que só foi informado a imprensa hoje a noite?? Que país é esse em que algo tão importante fica escondido do público, que tem todo o direito de saber, já que políticos os querem usar de cobaia para tal vacina?”, diz tuíte do grupo, que já foi homenageado por Bolsonaro no Planalto.

https://twitter.com/liberdademedico/status/1325985326121295874

Além das críticas à CoronaVac, o coletivo compactua de bandeiras de Bolsonaro e compartilha teorias da conspiração da extrema-direita, como as propaladas fraudes eleitorais que teriam feito Donald Trump sair derrotado das eleições presidenciais nos EUA.

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Plinio Teodoro

Jornalista, editor de Política da Fórum, especialista em comunicação e relações humanas.

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