terça-feira, 29 set 2020
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Em nota, Queiroz confirma que indica “eventuais assessores” no Congresso e não nega áudio

Investigado pelo Ministério Público do Rio por suposta prática da rachadinha quando comandou o esquema de nomeações no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Fabrício Queiroz não negou o áudio revelado pelo jornal O Globo em que ele usa o nome do ex-patrão para falar sobre indicações de cargos na Câmara e no Senado e diz ter “algum capital político” para tal.

“[Queiroz] vê com naturalidade o fato dele ser uma pessoa que ainda detenha algum capital político, uma vez que nunca cometeu qualquer crime, tendo contribuído de forma significativa na campanha de diversos políticos no Estado do Rio de Janeiro”, diz a nota enviada ao jornal.

Segundo a manifestação, “a indicação de eventuais assessores não constitui qualquer ilícito ou algo imoral, já que, repita -se, Fabrício Queiroz jamais cometeu qualquer ato criminoso”.

De acordo com a jornalista Juliana Dal Piva, que produziu a reportagem, o áudio foi repassado a ela por uma fonte, “por livre e espontânea vontade, mas sigilosamente”.

“Gostaria de esclarecer que o áudio publicado nessa matéria não integra a investigação do MP sobre o Queiroz e o obtive diretamente por uma fonte que o cedeu, por livre e espontânea vontade, mas sigilosamente. Conforme está escrito na matéria”, publicou a repórter no Twitter.

Na rede, Juliana relembrou que Queiroz nomeou diversas pessoas no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). “Além de 7 parentes, admitiu ser o responsável pelas nomeações de de Danielle Nóbrega e Raimunda Magalhães, respectivamente, ex-mulher e mãe do ex-capitão do Bope Adriano Nóbrega – investigado por ser o líder de uma milícia no Rio”.

Redação
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